domingo, 29 de agosto de 2010

Ainda Falando em Músicos!




Iniciou sua carreira profissional nos anos 1960, como músico contratado da TV Itapoã (BA). Fez parte do Perna's Trio, juntamente com Perna Fróes e Moacir Albuquerque, e da Orquestra Avanço.

Em 1970, viajou para Londres (Inglaterra), onde atuou em shows e gravações de Gilberto Gil e Caetano Veloso. Retornou ao Brasil dois anos depois.

Participou da gravação de discos históricos, como "Expresso 2222" e "Gilberto Gil ao vivo", de Gilberto Gil, "Transa" e "Araçá azul", de Caetano Veloso, "Sinal fechado", de Chico Buarque, "Cantar", de Gal Costa, "Caetano e Chico, juntos e ao vivo", de Chico Buarque e Caetano Veloso, "Drama", "Álibi", "Mel" e "Nossos momentos", de Maria Bethânia, e "Jards Macalé", de Macalé com Lanny Gordin, entre vários outros.

Em 1973, após o nascimento de Kadi, sua primeira filha, mudou-se para São Paulo, onde trabalhou em casas noturnas, como integrante do Lanny GordinTrio.

No ano seguinte, partiu para uma temporada de três anos nos Estados Unidos, atuando em Los Angeles e no ambiente jazzístico de Nova York, principalmente ao lado do contrabaixista Walter Booker, do pianista paulistano Guilherme Vergueiro, como membro do Ion Muniz Quartet, juntamente com Larry Willis (piano) e Frank Clayton (contrabaixo), e ainda como integrante da Studio We Jazz Band. Participou também de várias gravações, destacando-se o disco "Natureza", orquestrado e produzido pelo maestro Claus Ogerman para Joyce e Maurício Maestro.

Em 1977, retornou ao Brasil, radicando-se no Rio de Janeiro e casando-se com Joyce, com quem teve sua segunda filha, Mariana. A partir dessa data, os discos da cantora, como "Feminina", "Água e luz", "Revendo amigos", "Live at Mojo Club", "Ilha Brasil" e "Astronauta", contaram com a marca registrada de sua bateria.

Atuou em shows e gravações de vários outros artistas como Raimundo Fagner, Ednardo e o Pessoal do Ceará, Alcione, Milton Nascimento, Antonio Adolfo, Elizeth Cardoso, Herivelto Martins, Hermínio Bello de Carvalho, Maria Bethânia e o italiano Sérgio Endrigo, entre outros.

Na área instrumental, participou dos CDs "Brasil musical", com o Septeto Mozar Terra, "CCBB instrumental", com o Mozar Terra Quarteto, "Segura ele", com Paulo Sergio Santos, "Ninhal", com Léa Freire, e "Meu Brasil", com Teco Cardoso, entre outros. Durante a década de 1980, participou da banda de Maria Bethânia, atuando em temporadas e turnês no Brasil e no exterior.

De 1984 a 1987, participou de um curso de percussão sinfônica com Luiz Anunciação (Pinduca) e atuou como músico extra na Orquestra Sinfônica Brasileira.

Ainda nos anos 1980, e durante toda a década de1990, viajou para a Europa, Estados Unidos e Japão, como integrante da banda de Joyce, e atuou em gravações da cantora no Brasil e no exterior.

Na década de 1990, deu início à sua carreira solo na área da música instrumental.

Viajou para o Japão em 1992, como membro do grupo de choro de Pedro Amorim, e em 1995, acompanhando a cantora japonesa Lisa Ono.

Em 1996, a gravadora londrina Far Out Recordings lançou o seu primeiro disco solo, gravado em 1981, intitulado "Tocando, sentindo, suando: Tutty Moreno and friends". No repertório, destaca-se "Piancó", uma composição de sua autoria.

Ainda em 1996, gravou, como integrante do Quarteto Livre, juntamente com Mozar Terra (piano), Sizão Machado (contrabaixo) e Teco Cardoso (sopros), o CD "Pra que mentir?", lançado pelo selo Lumiar.

Dois anos depois, gravou o CD "Forças d'alma", lançado pelo selo Sons da Bahia. O disco destacou-se por uma nova linguagem, melódica e harmônica, utilizada pela bateria, e foi considerado pela crítica especializada como um dos mais importantes lançamentos instrumentais do ano. Em 2000, o CD foi lançado internacionalmente pelo selo norte-americano Malandro Records.

Em 2001, como líder do Tutty Moreno Quarteto, participou do Chivas Jazz Festival. O show gerou especial da DirecTV, com o Dave Holland Quintet.

sábado, 28 de agosto de 2010

Músicos São Seres Extraordinários!


Jether Garotti Jr. iniciou seus estudos de música em 1972 com Sofia Helena Freitas Guimarães de Oliveira, fazendo parte do Conjunto de Flautas Doce "Guiomar Novaes", conquistando em 1981 o prêmio de Melhor Conjunto Instrumental Erudito pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte).

Piano Popular no Conservatório Musical Santa Cecilia da Capital com a Profa Cecília Gorini. de 1981 a 1983 - Medalha de Ouro.

Em 1984 ingressou na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), onde em 1989 se graduou Bacharel em Música – Instrumento.

Em 2007 se graduou Mestre em Música pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

Instrumentista, arranjador e assistente de direção musical em projetos
com Milton Nascimento (CD “Amigo”), Nana Vasconcelos (espetáculo “ABC
Musical”), Toquinho (CD “Só tenho tempo para ser feliz”) e Jane Duboc (CD
“Movie Melodies”). Participou também de projetos com João Bosco, Alcione,
Ivan Lins, Edu Lobo, Ana Carolina, Luiza Possi, Fafá de Belem, Eduardo Dusek,
Elizete Cardoso, Ney Matogrosso, Gonzaguinha, Flávio Venturini e Leila
Pinheiro. Em 2009, comemora seus 30 anos de profissionalismo.
Arranjador residente da Orquestra Sinfônica de Heliópolis sob direção
artística do maestro Roberto Tibiriça e administrada pelo Instituto Baccarelli.

Jether abrilhanta as apresentações de Zizi Possi com
o domínio e garra nas teclas. Eu gostaria de ter 1/20
de conhecimento que ele tem, com certeza uma grande fonte
de inspiração pra mim, que comecei a caminhar de verdade
na estrada da música. Aliás, eu sempre digo o quanto eu
"viajo" ao ver alguém tocando, e o Jether tem todo um estilo
próprio no sopro e nas teclas que é marcante, os acordes
vibrantes e apaixonantes!

Tratando-se de perfeição e música boa, pode ter certeza
que o Jether é a escolha certa!

Abraço Jether!

http://web.mac.com/garottijrjether1/Jether_Garotti_Jr/Jether_Garotti_Jr.html

Até Jazz!

Já São 100 Postagens!

Comemorando 100 postagens!











100 postagens no blog desde Fevereiro deste ano!
Quase 1500 visitas, que nesse mês dobrou!
Fico contente pelos comentários e perspectivas
que depositaram em mim!

Um Grande Abraço!
Até Jazz!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Nós Te Amamos Carminha!


Essa figura que está ao meu lado na foto, é a Carminha!

Grande Carminha, que eu gosto muiiiiiiiiiiiiiiiito!²

Até um tempo atrás ela achava que eu não existia,
foi quando em Fevereiro deste ano, fui no encontro
para recepcionar a Paulinha, que veio da Argentina
e ela estava lá, e o mistério foi desvendado!
Sim Carminha, sou de verdade!

Desde de sempre me trata super bem e é um amor
de pessoa!

No dia do SEZ, ela e eu encorporamos Zizi e Toninho
Ferragutti, mas ela disse que éramos Elis Regina
e Jair Rodrigues rs... mas eu tinha dito que essa
não ia dar certo! hehehe

E ficamos bancando os cantores no meio do pessoal,
palhaçada total, mas me divito bastante! rs

Ai, ela pega e me fala que ia sair do blog por que
ninguém confiava nela, por causa de uma longa história
engraçada rs. Ai no final todo mundo queria que ela
tirasse as fotos, resultado!

GENTE, VOU FICAR! hahaha

Jamais fuja Carminha!
Nós te Amamos!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Meus Queridos Zizianos!






Dani Mota e Marcela.


Nancy, Robert, Carminha, Kati e Conceição.


Boa Parte dos Zizianos no dia do Show!


Eu, Angélica e Laurinha que é um doce de pessoa!


Pessoas que em pouco tempo se tornaram
os melhores amigos!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Logo de Manhã, Bom Dia!

Bom Dia Pra Todo Mundo!!

Nada mais me abala! rs

domingo, 22 de agosto de 2010

Sem Palavras...

Esse fim de semana foi o mais especial,
fantástico, sensacional, maravilhoso que eu
já tive nos últimos tempos!

Novamente fui assistir Zizi Possi, só que
dessa vez, no Tom Jazz em São Paulo.

No repertório havia:

Asa Morena, Caminhos de Sol, Corsário,
Luiza, Amor da Minha Vida, Palavras,
O Que é O Que é, Lábia, Nega do Cabelo Duro,
Nada Pra Mim, Bom Dia, Sentado A Beira do Caminho,
Nunca, Sei Lá Mangueira, Sábia, Incompatibilidade de Gênios,
As Rosas Não Falam, A Paz, Tico Tico No Fubá,
Per Amore!!!!

Nossa, a casa tava cheia!
Cheia de alegria, alto astral e de Zizianos
de todas as partes do Brasil.

Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo, Ceará,
Porto Alegre, SALTA (Argentina), Aracajú,
Florianópolis...

Zizi brilhou a noite toda!

Confira algumas das fotos:













O show teve início por volta das 22:30 e eu sai
do Tom Jazz já era 1:30 da manhã! rs

Foi lindo, tudo maravilhoso!

Depois os Zizianos rumaram ao camarim e eu
fui novamente surpreendido pelo carinho da
Zizi comigo!





Entreguei o meu presente no envelope lilás
em suas mãos! Sai de lá sem chão, por que
pensei estar voando, e meu coração desandou
a acelerar, devia estar uns 180 batimentos
por minuto rs.

Hoje cedo, os Zizianos se reuniram novamente na
porta do Tom Jazz, com destino ao SEZ que ninguém
fazia ideia de onde fosse, fomos todos em 5 carros e
foi extremamente divertido e prazeroso!

Chegamos e novamente ficamos na sessão Kodak rs



Quando Zizi chegou, a surpresa, Rubinho estava junto!



Brindamos!



E várias convesas rolaram, até que almoçamos e enfim
Zizi ia assinar os pertences do pessoal, além
de receber os presentes.

Foram redes, caixas, abraços e várias
coisas sensacionais, até esmalte rolou! rs

E eu como já tinha dado meu presente na noite
anterior, pedi pra ela assinar no meu violão! rs

Ela olhou e perguntou se eu tinha certeza!
Ai eu disse que quero levar ela pra onde quer
que eu vá!







E claro que o Deco não poderia faltar!
Esse Deco é fora de série, muito prestativo e amigo!

Grande Abraço Deco!



Tem muito mais coisa pra falar!
Mas, nem sei como...

Apenas sei que a paz invadiu o meu coração...
Tive direito a sonhar com a Zizi na madrugada
de hoje! rs

Gravei 3 músicas do show, e uma delas eu mesmo
estava me devendo, Corsário, chorei demais
ouvindo! Pelo menos só as lágrimas cairam, nada
de escândalo rs.



Até Jazz!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O Grande Momento da Composição



Geralmente, pelo menos para mim, nasce com o instrumento
em mãos, ao soar os acordes que casam entre si.

O som bem reproduzido emite sílabas, que são perceptiveis
e assim nascem as palavras, versos e estrofes.

O bom de compor, é que você passa para os outros o que
está sentindo, as vezes podem ser coisas boas ou ruins,
entretanto, o barato da coisa está quando alguém se
identifica com o que foi escrito, e leva consigo
um ensinamento, um conselho, uma reflexão, por mais
curta que seja.

Claro, que para o compositor existem várias maneiras
de se demonstrar, pois há alguém ou algo em que ele
se inspire, de modo que a arte surja.

Eu fico contente quando escrevo, ou as vezes triste
por que estava me sentindo triste. É chamado de
composição qualquer expressão literária, poética
ou musical que demonstre algo subliminarmente, ou
seja, cria uma "fantasia" através das letras de modo
que quem leia, reproduza a cena.

Mas o importante é colocar tudo o que você sonha,
imagina, pensa e reflete, e os "surtos" que o
compositor tem as vezes, em que a letra surge
em instantes são as melhores, pois são desses
"surtos" que nascem as melhores letras.

Gosto do que faço e fico feliz, e isso é o importante!

Até Jazz!

Tenho mais 2 letras novas, depois eu falo algo a respeito.
Uma nasceu de um "surto" rs.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Ruas de Outono Por Mim

Benefícios da Água


A água é um dos bens mais importantes para a nossa vida. Saiba alguns benefícios que o consumo de água pode nos oferecer diariamente. Se você não tem o costume de beber água, comece hoje com pequenos copos, e vá aumentando aos poucos. Ela não engorda.

- Um copo de água corta a sensação de fome durante a noite para quase 100% das pessoas que fazem regime, segundo um estudo na universidade de Washington. A falta de água é um dos principais motivos para o cansaço diário.

- Estudos comprovam que as pessoas que tomam de 8 a 10 copos de água por dia, possuem significantes alívios de dores nas costas e juntas.



- Uma mera redução de 2% na água do corpo humano pode provocar problemas na memória de curto prazo, problemas de matemática e dificuldades de concentração.

- Estudos comprovam que a água deixa a pele mais hidratada e mantém com aspecto saudável.

- A água pode ajudar a melhorar a voz.

Está esperando o que para beber mais (ou um pouco) de água?

Benefícios da Maçã


A maçã, além de saborosa, tem considerável valor nutritivo. Contém vitaminas B1, B2, Niacina e sais minerais como Fósforo e Ferro. As vitaminas do Complexo B em geral ajudam a regular o sistema nervoso, o crescimento, evita problemas de pele, do aparelho digestivo e queda dos cabelos. O Fósforo previne a fadiga mental, além de contribuir para a formação de ossos e dentes. O Ferro é importante na formação do sangue. Além disso, é muito rica em substâncias chamadas Flavóides. Essas substâncias diminuem a oxidação do colesterol, impedindo que ele se acumule nas artérias.

É rica em quercetina, substância que ajuda a evitar a formação dos coágulos sanguíneos capazes de provocar derrames. A maçã é recomendada para pessoas com problemas de intestino, obesidade, reumatismo, gota, diabetes, enfermidades da pele e do sistema nervoso. A sua casca seca é empregada como chá para purificar o sangue e como diurético.

A pessoa que come pelo menos cinco maçãs por semana respiraria melhor. Em recentes estudos realizados por diversos pesquisadores, homens que comeram quase uma maçã por dia tiveram função pulmonar mais forte do que os que excluíram a fruta do cardápio. Pela sua propriedade antioxidante, a maçã retardaria o envelhecimento, além de prevenir o aparecimento de cânceres, pois fitonutrientes da maçã preservariam as células.

Para melhor aproveitamento das suas vitaminas, o ideal é consumi-la ao natural com casca, pois é nela que se encontra, a maior parte das suas vitaminas e os sais minerais.

Confira o que os principais componentes da maçã podem oferecer ao organismo:

PECTINA
Fibra solúvel não absorvida pelo intestino que retém água e diversas substâncias residuais. Facilita a eliminação de toxinas juntamente com as fezes e ajuda a manter a taxa de colesterol em níveis aceitáveis. Auxilia no tratamento da diarréia, pois a pectina promove a proteção da mucosa intestinal

TANINOS
São adstringentes e antiinflamatórios.

ÁCIDO MÁLICO
Tem efeito alcalinizante (antiácido) no sangue e nos tecidos. Depurativo do sangue elimina detritos provenientes do metabolismo.

FLAVONÓIDES
São antioxidantes encontrados em vários alimentos de origem vegetal



É boa para o cérebro, pois contém ácido fosfórico em forma facilmente digerível


Contribui para um sono tranqüilo, impede a formação de cálculos, evita a indigestão e previne e infecção da garganta


Depurativo do sangue, por conter ácido málico, que elimina detritos provenientes do metabolismo


Limpeza do trato vocal, boca e faringe, por sua propriedade adstringente. Favorece uma voz com melhor ressonância


Diabéticos podem comer maçã porque seu açúcar, a frutose, é absorvido lentamente pela corrente sangüínea


Boa para prevenir ou manter a taxa de colesterol em níveis aceitáveis, com a ingestão de uma maçã por dia. Isso se deve ao alto teor de pectina, um tipo de fibra solúvel que ajuda no controle das taxas de colesterol no sangue. Encontrada especialmente na casca


Uma maçã por dia ajuda a respirar melhor, combate câncer de pulmão, digestivo e de fígado, e também previne doenças cardiovasculares.

Cuide Bem da Sua Voz!


DA ROUQUIDÃO, CANSAÇO ETC.

ATENÇÃO: Rouquidão provocada por gripe ou resfriado pode ser tratada por um Médico clínico geral ou Pediatra. No entanto, se ela durar mais de 2 semanas ou se não tiver uma causa evidente, deverá ser avaliada por um especialista em voz: o Médico otorrinolaringologista (especialista em nariz, ouvidos e garganta).

A voz bem definida (tom apropriado, entonação e ritmo corretos) pode ser usada durante jornadas de trabalho de até 8 horas diárias. No entanto, deve-se lembrar que o cansaço físico acarreta cansaço vocal, assim como a saúde geral do indivíduo deve ser levada em conta.

O que deve acontecer é procurar por um especialista, seja médico, fonoaudidlogo, professor de canto, e não sair por aí fazendo as receitinhas caseiras aleatoriamente, pois além de não trazer benefícios, podem, algumas vezes, constituir riscos em potencial.

É comum se confundir faringe e laringe ao se pensar nesses preparados e receitas. É importante se ter em mente que nenhum desses xaropes, chás e gargarejos chegam até as cordas vocais. Basta conhecer a anatomia para verificar este fato:

À menor gota ou farelo tocar as cordas vocais, desencadeia-se um processo muito desagradável de tosse, desespero, falta de ar.

Alguns especialistas acreditam que não se deve fazer o gargarejo com o objetivo de medicar as cordas vocais, uma vez que o líquido não chega efetivamente até elas.

Alguns métodos caseiros podem ser até úteis, porém durante períodos limitados, apenas mascarando os sintomas verdadeiros sem eliminar a causa do problema, que pode ser uma vocalização incorreta ou uso abusivo da voz, ou até problemas como faringite.

O QUE É BOM

Beber 7 a 8 copos de água por dia
Procurar atendimento especializado se usar a voz na profissão
Pastilhas, sprays ou medicamentos, só indicados por Médicos
Evitar automedicação e soluções caseiras (gengibre, romã, etc.)
Repouso da voz, após cada "apresentação" pública
Usar roupas leves e evitar refrigerantes, gorduras e condimentos
Realizar exercícios regulares de relaxamento, avaliações auditivas e fonoaudiológicas periódicas
Manter a melhor postura da cabeça e do corpo durante a aula, a fala ou o canto.

Na realidade, os conselhos sobre higiene geral não são diferentes dos cuidados que se deve ter com o corpo . Uma voz bonita requer um corpo saudável. Tudo o que se fizer pelo corpo,terá efeitos sobre a voz.

• Recomendamos ao cantor que evite principalmente o frio com suas mudanças de temperatura.

•Todas as manhãs se deve praticar a ginástica respiratória. As inspirações e expirações deverão ser pelo nariz, de maneira ampla, lenta, profunda e abdominal.

• Ginástica respiratória

• Banhos frios matinais

• Exercícios tais como: Caminhada, corrida, bicicleta ou qualquer outro aeróbico.

• Comida – Bom senso. Comer pouco, lentamente e mastigando bem. Existe uma importante relação entre o aparelho vocal e os órgãos digestivos .

• Evitar falar ou cantar em ambiente ruidoso. Não competir com barulhos externos

• Evitar falar ou cantar quando estiver resfriado ou rouco.

• Alcóol, e fumo - proibidos. Gelados, quando não estiver utilizando a voz.

• Sono – 8 horas é o recomendável para uma voz descansada.

• Voz cansada ou rouquidão - repouso vocal absoluto.

• As bebidas alcoólicas congestionam a mucosa laríngea e promovem uma diminuição da energia muscular da mesma.

• O café provoca taquicardia e poderá colocar o cantor nervoso, pode também interferir no rítmo dos movimentos respiratórios

• Repertório de canto - O adequado para seu tipo de voz . Nada pior para o aparelho vocal do que tessituras não adequadas a seu timbre.

Os estudos de canto duram muitos anos. A impostação da voz se faz com o tempo. Não há mágica. É preciso paciência, Os cantores da época do "bel canto”, vocalizavam durante nove anos. Hoje em dia a técnica vocal se aprimorou e atualizou muito , mas enquanto se canta se deverá fazer uso de vocalizes e técnica vocal diariamente. Não existe voz sem vocalize.

Para finalizar, é necessário cuidar do estado geral do indivíduo. Qualquer alteração em qualquer órgão repercute sobre a pureza da voz.

O estudo do canto não deve nunca chegar a fatigar a voz. Nunca se exercitar ou cantar até o esgotamento da garganta, Se isto ocorre, é por que algo não vai bem. Deve-se logo procurar a causa pois o cansaço vocal é o primeiro aviso da ruína da voz. Para se conservar a voz, deve-se desenvolver uma técnica vocal correta, respiração adequada e vocalizes com profissional qualificado.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Amor... Amor...

Independente do sentido, sempre amor...











Até Jazz!

domingo, 15 de agosto de 2010

Encontros e Despedidas

Um Pouquinho da Minha Formação Musical

Toda vez que eu encontro uma pessoa
mais velha do que eu, sempre vem a pergunta...

Mas, como assim? Você existe??

Sim, eu existo!

Para algumas pessoas é difícil acreditar que nos
tempos de hoje ainda é possível ter um jovem
interessado em boa música.

E comigo foi assim, até o ano de 2006 eu não tinha
gosto musical formado. Até que um dia, uma tia minha
tinha pedido para baixar algumas músicas para
montar um CD para ela, até então tudo bem...

Eu fiz e fui ouvir, uma dessas músicas era "Bandolins"
de autoria de Oswaldo Montenegro e este foi o primeiro
contato com o trabalho do Menestrel. Eu achei aquilo
fantástico e não parava de ouvir sequer um minuto,
até que aqui em casa ninguém nem conseguia pensar
nessa música de tanto que eu ouvia e cantava.

Desde bem criança eu ouvia música dita "MPB", pois
minha mãe sempre ouvia Alceu Valença, Zé Ramalho,
Ney Matogrosso, Elba Ramalho, Fagner, Amelinha
e outros nordestinos muito conhecidos.

As vezes eu acordava pela manhã com Alceu
cantando Talismã, oras Cebola Cortada na voz
de Fagner, e do mestre Luiz Gonzaga que em minha
casa sempre esteve presente.

Então não foi algo espontâneo, simplesmente foi
amadurecendo e quando passei a ter o devido interesse
era bem desatualizado.

Eu tive fases musicais, claro que todos também as
tiveram/tem. Passei 3 anos na fanfarra do Senai da minha
cidade e amadureci musicalmente falando,consideravelmente,
entretanto o erudito não me atraia, eu queria mesmo o popular.

Passei na mesma época do Bandolins a querer tocar violão,
e fui arranhando uma coisa aqui e ali, sempre
via internet, a intenção era tocar Oswaldo, eu que mal
sabia fazer um acorde de lá maior, queria tocar
uma música que tinha 24 acordes. rs

Teve um tempo que eu fiz um mês de aula, mas desisti,
primeiro porque eu modestia à parte, sabia mais do que
o professor, por conta da minha formação erudita...
E outra, havia um boato que eu faria parte de uma banda
da igreja, detalhe... todos sabiam, menos eu. Conclusão,
tranquei a matrícula, isso há uns 3 anos e meio atrás e
decidi continuar por conta própria.

E como Drummond disse no seu poema...

"No meio do caminho tinha uma pedra,
Tinha uma pedra no meio do caminho..."

Enfrentei cada coisa, engoli cada sapo, mas dei
a volta por cima.

Até então, estava me formando no ensino fundamental,
e na época eu tava curtindo bastante Oswaldo e
Sandra de Sá. Eu tenho 4 DVD's do Montenegro, só
falta o último.

Quando eu ingressei no Médio, muita coisa mudou
e eu passei a gostar de outros intérpretes. Esse
1° ano foi de grande evolução e conhecimentos
adquiridos, conheci então o trabalho de
Fátima Guedes, Ivan Lins, Gilberto Gil, Zizi Possi,
Joyce, Leila Pinheiro, Chico Buarque, Gal Costa,
Flávio Venturini, Beto Guedes, Lô Borges,
Caetano Veloso e muitos mais.

Foi então que conheci Joyce, nossa meu mundo
virou do avesso com a voz daquela mulher,
com as letras que ela tinha. Clareana foi o 1°
contato que tive com sua obra e foi apenas
o início. Eu já tinha melhorado bastante
no violão e já tava tocando algumas coisinhas...

Mas foi no final desse 2008 que eu montei o primeiro
arranjo de Clareana, depois eu fui re-adaptando
até ficar do jeito que hoje está, muito parecido
com o original, mas nunca 100%.

Eis que eu tinha tanta admiração pelo trabalho da
Joyce que comprei um violão no mesmo estilo
do que ela usa. Um Silent Guitar, mais conhecido
como Vazado, que não possui a caixa de ressonância,
e só funciona com uma caixa acústica... rs

Já em 2009 eu estava muito melhor, já fazia acordes
com 13, b13, 7+, 7/9 e etc... e várias outras coisas
que eu considerava absurdas até então. Nesse mesmo
ano que comecei a rascunhar minhas primeiras
e frustadas músicas, que ficaram só no papel e
se perderam na minha bagunça, pois além de tudo
eu estava cursando o ensino técnico (ainda curso) e
tudo tava corrido, cansativo, foram inúmeras vezes
de passar em hospital e PS com problemas de saúde,
mas essa parte foi cuidada. Também em 2009 tive uma
das maiores perdas, minha avó, e foi então que resolvi
cuidar do meu lado religioso e com orgulho sigo
a religião que escolhi.

Nesse ano, eu já tava montando vários arranjos e já
conseguia identificar alguns sons apenas ouvindo,
grande avanço para quem mal sabia tocar um acorde
básico. E foi então que nasceu a paixão pela
música de Zizi Possi, eu já gostava, mas passei
a idolatrar. Imagino que das minhas 3 principais
inspirações, Zizi é a que deu mais força.

Hoje eu ando feliz da vida com várias coisas
que estão acontecendo, estou prestes a me formar
e continuar seguindo a minha estrada. Ando compondo
músicas, atrás de músicas e trabalhando sério,carregando
o meu violão e toda bagagem que eu puder, letras
e sons, acordes, sinfonias e disfonias, tudo
o que eu conseguir adquirir e usar para evoluir.

"E no som se pode viajar, e aproveitar, tudo que é bom!"

Isso foi um resumo da minha formação musical até então,
mas ainda terei vários capítulos para preencher. =)

Até Jazz!

Temas Instrumentais

Uma das características fortes na música
de Joyce é que existem muitos temas instrumentais.

Alguns com imensas vocalizações, outros sem voz e etc.

Vou postar alguns temas instrumentais.
Espero que apreciem!









Até Jazz!

sábado, 14 de agosto de 2010

Eu Hoje Represento a Loucura...


Rita Lee é um ser humano que devia ser imortal.
Nunca vi tanta animação como há em suas músicas.

Rita consegue ser ela mesma, não sendo!
E isso é impressionante, essa mulher passou por
vários problemas ao longo da carreira, começando
quando foi expulsa de Os Mutantes ainda nos anos
70 e deu a volta por cima.

Mostrou que é mais macho do que muito homem e que
comanda uma carreira de inúmeros sucessos ao lado
do fiel companheiro Roberto de Carvalho. Aliás,
vou postar uma entrevista onde Tom Zé fala a respeito
da Rita, é de chorar de rir algumas partes! rs



Agora já deu pra perceber um pouco o que é
Rita Lee, vista por quem a conhece bem.



Eis, que Os Mutantes ao lado de Gilberto Gil, fizeram a festa
com o clássico Domingo no Parque.

Ao lado de Gilberto GIl, Caetano Veloso, Rogério Duprat,
Torquato Neto, Tom Zé, Rita Lee também ingressou no movimento
que ficaria conhecido como Tropicalismo. Que só teve fim
quando em pleno auge da ditadura, Gil e Caetano foram
levados para o exílio.





Rita com um coração de ouro é extremamente contra o maltrato
de animais e inclusive já foi ameaçada de morte.



Alguns dados artísticos:

No livro "Driblando a censura - De como o cutelo vil incidiu na cultura", de Ricardo Cravo Albin, constam relatos de três composições suas proibidas pela censura e liberadas logo depois pelo Conselho Superior de Censura. As canções eram "Muleque sacana", em parceria com Mú Carvalho (ex-Cor do Som), "Bobagem" (c/ Lúcia Turnbull) e "As duas faces de Eva". O Conselho Superior de Censura tinha como função provocar a transição de um Estado de Exceção para um Estado de Direito, atuando, incisivamente, entre os anos de 1979/1989, na liberação de músicas, livros, peças, novelas, filmes e outras obras intelectuais proibidas pelo regime militar.



Cumpriu o contrato com a EMI até 1990, quando a dupla com o marido se dissolveu. Nesse período, afastou-se dos palcos e participou da novela "Top Model", da Rede Globo, e do filme "Dias melhores virão", dirigido por Cacá Diegues, no qual atuou ao lado de Marília Pera. Retornou aos palcos somente em 1991, com o show "Rita Lee em bossa 'n' roll" que circulou pelo Brasil e Europa ao longo de dois anos. Acompanhada apenas pelo violonista Alexandre Fontanetti, incluiu no repertório antigos sucessos e "covers", em um formato acústico e intimista. Devido ao sucesso da turnê, lançou, pela Som Livre, o LP ao vivo "Rita Lee em bossa 'n' roll ao vivo", um êxito que vendeu 350 mil cópias. No ano seguinte, participou de uma novela da Rede Globo, "Vamp", e em 1993 lançou o CD "Rita Lee/Todas as mulheres do mundo". Apesar de bem recebido pela crítica, o disco foi um fracasso comercial.











Até Jazz!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Eu Voltei Por Entre As Flores da Estrada...



Postando um imenso comentário a respeito
da música "Ruas de Outono" de Ana Carolina,
cantada por ela e Zizi Possi, que integra
o repertório do DVD de ambas.



Hoje ouvi compulsivamente essa música, mas na versão
do Cantos e Contos. E repeti incansáveis vezes
e fiquei me imaginando dentro da música.
Coisa de doido não é?

Até que nem tanto!!!

Em uma recente entrevista em Curitiba, Zizi declarou
que Ana Carolina parece pisar na Espanha, com suas
músicas. Aquilo me tocou de tal maneira, e ficava me
perguntando, será que também tenho um pé na Espanha?

Decidi que faria uma canção que tivesse um clima mais
suave e de sútil romance, quero ver se consigo caminhar
pelas ruas de outono de Ana Carolina. Aliás, eu já
deixei bem claro a admiração que tenho por compositoras,
musicistas, maestrinas, cantoras. Eu acho impressionante,
e fico caindo de amores! rs No bom sentido! é óbvio!

Compor é um processo que vem de dentro e depende
do que estamos sentindo em X momento, eu quero cantar
amor, então cantarei! =)

Em outros momentos querei cantar alegria, hora tristeza,
dor, paixão, felicidade, vida! É pra isso que existe
sempre ao meu alcance um papel, um lápis e alguns versos
em cabeça. Corro ao violão e crio uma nova melodia e
a encaixo dentro de uma letra que nasce de maneira espontânea.
É o que me tem feito feliz ultimamente, é o que
tem me alimentado nos últimos tempos, porque vivemos
de música, e a música vive de nós.

Tudo isso só pra dizer que estou apaixonado por essa
música na voz de Zizi com Ana e que quer uma música
feita nesses moldes para mim! E trabalharei duro para
isso! E que venham as músicas! =)



Até Jazz!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010





O tempo tá corrido, ando cheio de obrigações, e como não posso
deixar te atualizar, deixo esses vídeos como presente.

Ná Ozzetti que aprendi a gostar de seu estilo
cantando Sútil de Itamar Assumpção e Gilberto Gil
com Refazenda. =)

Até Jazz!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Esclarecendo...



Recentemente escrevi duas músicas para a cantora
Manu Santos, e uma outra que ainda vai ser
entregue a alguém. E aos poucos a música vem
tomando suas formas e contornos de modo que
ando ficando contente com o resultado.

Recebi muitas perguntas via e-mail referente
as músicas que escrevi, acho que ainda não é o
momento de publicar as letras na internet, mas
já posso adiantar nomes e explicar um pouco
sobre elas.

Das músicas que escrevi até então para Manu se
encontram:


Samba Meu:

Essa música eu escrevi e a modelei com um arranjo
puxado para o samba e para bossa nova.
Como costumo dizer, um samba bossa-novístico. Queria cantar
e expressar alegria e isso é o que há nessa canção. O homem
que vive para o seu samba, independente do que aconteça e segue
sorrindo, vivendo, sentindo, de todas as maneira possíveis
esse calor transmitido pela música, pelo som, o acorde menor,
maior e etc.

Já em...


O Mar de Caymmi:

Busquei contar uma história curta, onde o cenário
é a Bahia, e Dorival Caymmi de frente pro mar,
cantando e encantando, vendo as ondas majestosas
que comandam os sentimentos, as estrelas que o
acompanham em voz durante toda a vida.

Espero que tenham aproveitado! =)


P.S: Quero agradecer ao Fã Clube da Manu Santos que
muito gentilmente postou em seu site a respeito
do texto que preparei na última sexta-feira. Além
de tudo me tratando com o maior carinho do mundo!
Fico feliz, e a música serve justamente para esse
propósito, para unir as pessoas e fazerem de suas
vidas mais alegres!


"E que a música continue nascendo, Manu merece! Bola pra frente gente!"

Segue o link:

http://fcomanusantos.wordpress.com/

Aliás, o site está de muito bom gosto! =)
Ótimas imagens e conteúdos.

Até Jazz!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Una voz antigüa, De viento y de sal


Mercedes Sosa nasceu em San Miguel de Tucumán, na província de Tucumán, no noroeste da Argentina, cidade onde foi assinada a declaração de Independência da Argentina em 9 de julho de 1816, na casa de propriedade de Francisca Bazán de Laguna, que foi declarada Monumento Histórico Nacional em 1941.

Nascida no dia da Declaração da Independência, e na mesma cidade onde foi assinada, Mercedes sempre foi patriota. Afirmou inúmeras vezes que "pátria só temos uma". Foi também uma árdua defensora do Pan-americanismo e da integração dos povos da América Latina.

Criada durante o governo de Juan Domingo Perón e sofrendo - como quase todos da sua geração - uma influência muito grande de Eva Perón, Sosa cresceu embalada pela ideologia peronista. Devemos nos lembrar que o peronismo era então difundido nas escolas e nos meios de comunicação, como a imprensa, o cinema e o rádio.

Sua ascendência era mestiça (mistura de europeus com ameríndios): francesa e dos indígenas do grupo quechua.

Sua carreira se iniciou em 1950, aos quinze anos de idade, quando Sosa venceu uma competição de canto organizada por uma emissora de rádio de sua cidade natal e ganhou um contrato para cantar por dois meses.



Em 1959 grava seu primeiro álbum, intitulado La voz de la zafra. Em seguida, uma performance no Festival Folclórico Nacional faz com que se torne conhecida entre os povos indígenas de seu país. Sosa e seu primeiro marido, Manuel Óscar Matus, com quem teve um filho, são peças chave no movimento musical da década de 1960 conhecido como nueva canción. Em 1965 lançou o aclamado Canciones con fundamiento, uma compilação de músicas folclóricas da Argentina. Em 1967 faz uma turnê pelos Estados Unidos e pela Europa e obtém êxito internacional. Em 1970 grava Cantata Sudamericana e Mujeres Argentinas com o compositor Ariel Ramirez e o letrista Felix Luna. Em 1971 grava um tributo à cantora e compositora chilena Violeta Parra, ajudando a popularizar a canção "Gracias a la vida". Mais tarde grava um álbum em homenagem a Atahualpa Yupanqui.

Nos anos seguintes, Sosa interpreta um vasto repertório de estilos latino-americanos, gravando tanto com artistas argentinos como León Gieco, Charly García, Antonio Tarragó Ros, Rodolfo Mederos e Fito Páez, quanto com internacionais como Chico Buarque, Daniela Mercury, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Gal Costa, Sting, Andrea Bocelli, Luciano Pavarotti, Nana Mouskouri, Joan Baez, Silvio Rodríguez e Pablo Milanés. Mais recentemente, grava com a colombiana Shakira, cantora latino-americana de maior sucesso no exterior.

Após a ascensão da junta militar do general Jorge Videla, que depôs a presidente Isabelita Perón em 1976, a atmosfera na Argentina tornou-se cada vez mais opressiva. Sosa, que era uma conhecida ativista do peronismo de esquerda, foi revistada e presa no palco durante um concerto em La Plata em 1979, assim como seu público. Banida em seu próprio país, ela se refugiou em Paris e depois em Madri. Seu segundo marido morreu um pouco antes do exílio, em 1978.



Sosa retornou à Argentina em 1982, vários meses antes do colapso do regime ditatorial como resultado da fracassada guerra das Malvinas, e deu uma série de shows no Teatro Colón em Buenos Aires, onde convidou muitos colegas jovens para dividir o palco com ela. Um álbum duplo com as gravações dessas performances logo se tornou um sucesso de vendas. Nos anos seguintes, Sosa continuou a fazer turnês pela Argentina e pelo exterior, cantando em lugares como o Lincoln Center, o Carnegie Hall e o Teatro Mogador.

O repertório de Sosa continuou a ampliar, tendo gravado um dueto com a sambista Beth Carvalho, entitulado "So le pido a Dios", cada uma cantando em seu idioma. Em 1981 gravou o sucesso "Años" com o cantor cearense Fagner. Seu último álbum, Cantora, traz duetos com artistas que são referência na música latino-americana.





segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O Canto da Cigarra




Em 1973, assinou contrato com a gravadora Odeon e gravou seu primeiro LP, "Simone". Ainda nesse ano, viajou para a Europa com o espetáculo "Panorama brasileiro", apresentando-se na Feira Brazil Export de Bruxelas (Bélgica) e no Olympia de Paris (França), a convite de Hermínio Belo de Carvalho. Em seguida, foi convidada pela produtora norte-americana Madison Square para uma turnê de três meses nos Estados Unidos e no Canadá.

Em 1974, lançou os LPs "Brasil Export" (Europa) e "Quatro paredes".

No ano seguinte, gravou os discos "Festa Brasil" (Estados Unidos) e "Gota d'água". Destacou-se com as interpretações de "De frente pro crime" e "Bodas de prata", ambas de João Bosco e Aldir Blanc, e "Começar de novo" (Ivan Lins e Vitor Martins), seu primeiro grande sucesso.

Em 1976, emocionou o público brasileiro com a gravação de "Gota d'água" (Chico Buarque), em dueto com Milton Nascimento.

Ainda na década de 1970, lançou os LPs "Face a face", "Cigarra" e "Pedaços". Este último gerou, em 1979, o show homônimo com direção de Flávio Rangel, com estréia no Canecão (RJ) seguida de turnê pelo Brasil, tendo sido assistido por mais de 120.000 pessoas.

Em 1980, lançou os discos "Simone, ao vivo" e "Simone/Atrevida". Resgatou a canção "Caminhando/Pra não dizer que não falei de flores", de Geraldo Vandré, vetada pela censura durante o regime militar, gravação que se destacou como um de seus maiores sucessos.

No ano seguinte, gravou o LP "Amar" e lotou o Maracanãzinho (RJ) com seu show.

Em 1982, apresentou o espetáculo "Canta Brasil" no Estádio do Morumbi (SP) para uma platéia diária de 15.000 pessoas. Gravou, nesse mesmo ano, o LP "Corpo e alma", realizando show homônimo no Canecão (RJ), sob a direção de Flávio Rangel, com destaque para a interpretação do bolero "Me deixas louca" (Armando Manzanero), além das canções "Vida" (Chico Buarque), "Alma" (Sueli Costa e Abel Silva) e "Tô que tô" (Kleiton e Kledir), entre outras.

Ainda na década de 1980, lançou os LPs "Delírios e delícias", "Desejos", "Cristal", "Amor e paixão", "Vício", "Sedução" e "Simone/Tudo por amor".

Seguiram-se, de 1990 a 1995, os discos "Liberdade", "Raio de luz", "Simone" (espanhol), "Sou eu", "La distancia" (espanhol), "Simone Bittencourt de Oliveira", "Dois enamorados" (espanhol) e "25 de dezembro".

Em 1996, lançou "Café com leite", CD inteiramente dedicado à obra de Martinho da Vila.

No ano seguinte, apresentou o espetáculo "Brasil" no Metropolitan (RJ), com direção de José Possi Neto, interpretando canções de AryBarroso, Dorival Caymmi, Paulinho da Viola, Gonzaguinha e Cazuza, entre outros. Gravou, também em 1997, o CD "Brasil, o show". Ainda nesse ano, seu disco "25 de dezembro" foi lançado em espanhol.

Em 1998, lançou, no Brasil e no exterior, o CD "Loca".

Em 2000, apresentou o espetáculo "Fica comigo esta noite" no Canecão (RJ), com direção de Ney Matogrosso e figurino de Ocimar Versolato, interpretando canções de Chico Buarque, João Bosco, Pablo Milanés, Lupicínio Rodrigues, Alceu Valença, Suely Costa, Ivan Lins, Milton Nascimento, Lenine e Zeca Baleiro, entre outros. O show gerou disco homônimo.

Em 2001, lançou o CD "Seda pura", contendo as canções "Cofre de seda" (Rodrigo Leão e Samuel Rosa), "Garoa" (Carlinhos Brown), "Caso encerrado" (Toquinho e Paulinho da Viola), "www.sem" (Zé de Riba e Romildo Soares), "Fuga nº 1" (Zé de Riba), "Muito estranho (cuida bem de mim)" (Cláudio Rabello e Dalto), "Antes de acordar" (Dulce Quental e Frejat), "Hawaii e you" (Carlinhos Brown) e "Falando sério" (Maurício Duboc e Carlos Colla), além da faixa-título (Frejat e Cazuza).



Em 2002, lançou o CD "Feminino", contendo as canções "Resposta ao tempo" (Aldir Blanc e Cristóvão Bastos), "Codinome Beija-Flor" (Reinaldo Arias, Ezequiel Neves e Cazuza), "Me chama" (Lobão). "Escândalo" (Caetano Veloso), "A maçã" (Paulo Coelho, Marcelo Motta e Raul Seixas), "Um certo alguém" (Lulu Santos e Ronaldo Bastos), "V'ambora" (Adriana Calcanhotto), "Sei lá, Mangueira" (Hermínio Bello de Carvalho e Paulinho da Viola), "Samba do grande amor" (Chico Buarque) e "Mal acostumado" (Ray Araújo e Meg Evans), além de, "Se acaso você chegasse" (Felisberto Martins e Lupicínio Rodrigues) e "Sem compromisso" (Nelson Trigueiro e Geraldo Pereira), ambas com a participação de Zeca Pagodinho.

Em 2004, lançou o CD "Baiana da gema", contendo exclusivamente canções de Ivan Lins: "É festa", "Parei contigo" e a faixa-título, todas com Paulo César Pinheiro, "Tanto amor" e "Voar", ambas com Vítor Martins, "Veneziana" e "Atlântida (Deserta - Tema de Serena)", ambas com Celso Viáfora, "Enrosco" (c/ Flora Figueiredo), "Cínica" (c/ Joyce), "Por favor" (c/ Aldir Blanc), "Dandara" (c/ Francisco Bosco), "Saravá, saravá!" (c/ Martinho da Vila) e "Espelho seu" (c/ Elisa Lucinda). O disco contou com a participação do compositor homenageado, além dos músicos Ricardo Silveira (violão e guitarra), Zeca Assumpção (baixo), Armando Marçal (percussão), Jurim Moreira (bateria) e Gilson Peranzzetta (piano). Nesse mesmo ano, estreou turnê do show "Baiana da gema" na casa de espetáculos Tom Brasil (SP), acompanhada por Ricardo Leão (teclados), Waltinho Villaça e Tavinho Menezes (violão), Fernando Souza (baixo), Cacá Colon (bateria) e André Siqueira (percussão). Também em 2004, apresentou-se no Canecão (RJ) e no Scala (RJ), com o show "Baiana da gema".

Em 2005, apresentou-se pelo Brasil e no Peru, além de ter realizado bem sucedida turnê em Portugal com o show "Baiana da gema". Nesse mesmo ano, lançou, em CD e o DVD "Ao vivo", gravado no Teatro João Caetano (RJ), com a participação de Ivan Lins, Milton Nascimento e Zélia Duncan. No repertório, sucessos de sua carreira, além da inédita "Então me diz", versão de Zélia Duncan para "The Blower’s Daughter" (Damien Rice), tema do filme "Closer".

Apresentou-se, em 2006, no Canecão, recebendo no palco Ivan Lins, Milton Nascimento e Zélia Duncan.

Em 2008, lançou, ao lado de Zélia Duncan, o DVD e CD “Amigo é Casa”, gravado no ano anterior no Auditório Ibirapuera, com roteiro de ambas, direção geral e cenografia de Andréa Zeni, direção musical de Bia Paes Leme, direção de DVD de Joana Mazugueli, e com uma banda formada por Walter Villaça (violão de aço, viola de 10 e guitarra semi-acústica), Webster Santos (violões, guitarra, cavaco, bandolim e lap-steal), Léo Brandão (pianos, teclados e acordeom), Ézio Filho (baixo vertical, baixo elétrico e agogô), Jadna Zimmermann (percussão, bateria e flauta) e Carlos César (bateria, pandeiro, moringa e zabumba). No repertório, “Alguém cantando” e “Gatas extraordinárias”, ambas de Caetano Veloso, “Petúnia Resedá” e “Diga lá, Coração”, ambas de Gonzaguinha, “Meu ego” e “Vou ficar nu pra chamar sua atenção”, ambas de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, “Grávida” (Marina Lima e Arnaldo Antunes), “Kitnet” (Alzira E. e Arruda), “Cuide-se bem” (Guilherme Arantes), “Na próxima encarnação” (Itamar Assumpção), “A companheira” (Luiz Tatit), “Mãos atadas” (Simone Saback), “Idade do Céu” (Jorge Drexler e Paulinho Moska), “Medo de amar n° 2” (Sueli Costa e Abel Silva), “Encontros e despedidas” (Milton Nascimento e Fernando Brant), “Ralador” (Roque Ferreira e Paulo César Pinheiro), “Agito e uso” (Ângela Ro Ro) e “Tô voltando” (Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro).

Lançou, em 2009, o CD “Na veia”, contendo as canções “Love” (Paulo Padilha), “Cartas noites” (Dé Palmeira e Adriana Calcanhotto), “Migalhas” (Erasmo Carlos), “Na minha veia” (Zé Catimba e Martinho da Vila), “Bem pra você” (Dé Palmeira e Marina Lima), “Geraldinos e Arquibaldos” (Gonzaguinha), “Hóstia” (Erasmo Carlos e Marcos Valle), “Pagando pra ver” (Abel Silva e Raimundo Nonato de Oliveira), “Ame” (Paulinho da Viola e Elton Medeiros), “Definição da moça” (Adriana Calcanhotto sobre poema de Ferreira Gullar) e “Deixa eu te amar” (Agepê, Ismael Camillo e José Mauro Silva), além de “Vale a pena tentar”, composição de sua autoria, em parceria com Hermínio Bello de Carvalho.





domingo, 8 de agosto de 2010

Os Cantos e Contos de Zizi Possi - Parte 2



Em relação ao Cantos e Contos 2, gostei mais do repertório,
não sei também se conhecia a maior parte das músicas comparado
ao 1.

Posso destacar no volume 2, a primeira faixa.

Luiza: A versão é a mesma do CD Puro Prazer, Zizi se
emociona no fim da interpretação com a presença de Luiza
que está no palco.

João e Maria: Imortalizado nas vozes de Chico Buarque
acompanhado de Nara Leão, a música ganha mais uma versão, só
que desta vez com Luiza e Zizi Possi.

Tudo a Ver: Zizi e Luiza juntas ainda, e é interessante pelo
fato de ser a primeira vez que Zizi entra no repertório
de Jorge Vercilo, mostrando que ainda está aberta para novos
compositores.

Caminhos de Sol: A música ganha nova versão, um dos maiores
sucessos de sua carreira acompanhada do início ao fim pela
platéia emocionada.

Alfonsina y El Mar: Com Ivan Lins ao piano, Zizi canta lindamente
essa canção que fazia parte do repertório de La Negra Mercedes Sosa.
Considero essa, a melhor faixa do Cantos e Contos 2.

Bilhete: Também de Ivan Lins, essa canção fica perfeita na interpretação
de ambos.

Ruas de Outono: Parceria com Ana Carolina, sensações a flor da pele
do início ao fim, a interpretação das duas deu um novo ar a essa música,
que já esteve inclusive na voz de Gal Costa.

As faixas do Cantos e Contos 2 são:

1. Luiza - Zizi Possi
2. João e Maria - Zizi Possi / Luiza Possi
3. Tudo a Ver - Zizi Possi / Luiza Possi
4. Amor da Minha Vida - Zizi Possi e Toninho F.
5. Assum Branco - Zizi Possi / Toninho Ferragutti
6. Caminhos de Sol - Zizi Possi
7. Sentado à Beira do Caminho - Zizi Possi
8. Senza Fine - Zizi Possi
9. Desafinado - Zizi Possi / Eduardo Dussek
10. Cantando no Banheiro - Zizi Possi / Eduardo D.
11. Eu Velejava em Você - Zizi Possi
12. Palavras - Zizi Possi
13. Alfonsina Y el Mar - Zizi Possi / Ivan Lins
14. Bilhete - Zizi Possi / Ivan Lins
15. Nada pra Mim - Zizi Possi
16. Ruas de Outono - Zizi Possi / Ana Carolina
17. Carvão / Quem é Você - Zizi Possi / Ana Carolina
18. Bom Dia - Zizi Possi / Ana Carolina
19. Você - Zizi Possi e Roberto Menescal

Os Cantos e Contos de Zizi Possi - Parte 1



Tive o imenso prazer de apreciar tal obra. Um registro de
30 anos de carreira de Zizi Possi, com convidados super
especiais e canções nunca antes cantadas por Zizi e alguns de
seus convidados.

Destacando algumas faixas, do Cantos e Contos 1:

Sábia: A música já consagrada em vozes como a de Elba Ramalho,
ganhou nova versão com Zizi acompanhada de ninguém menos do que
Alceu Valença, a parte mais alegre do nordeste, com todo o seu
jeito de interpretar. Durante a música, Zizi encarna uma portuguesa,
brincando na frase "Tú que falas passarinho."

Retrato Em Branco e Preto: Totalmente o oposto da versão de
Elis Regina, Nara Leão, Joyce e vários outros artistas que
gravaram essa canção. Em um ritmo mais slow, ficou super
emocionante e de delicadeza inigualáveis. Uma das letras
mais sensacionais de Antônio Carlos Jobim e Chico Buarque.

O Barquinho: Ao lado de Roberto Menescal, Zizi cria uma nova
versão para um clássico da Bossa Nova. Brincando ao final
da música em uma vocalização e virando alvo de uma brincadeira
do próprio Menescal "Isso é o que a gente faz, quando não sabe
terminar a música". Que elvo a platéia aos risos, seguido de
Zizi dizendo "E agora Menescal???" ainda no ritmo da música.

As Rosas Não Falam: Na minha opinião a melhor faixa do
Cantos e Contos 1, canção de Cartola e de sonoridade
e musicalidade impecáveis, indispensável se tratando
de Zizi Possi.

Em Cantos e Contos 1, as faixas são:

1. Vira Moenda - Zizi Possi
2. Sabiá - Zizi Possi / Alceu Valença
3. Na Primeira Manhã - Zizi Possi / Alceu Valença
4. Prá Dizer Adeus - Zizi Possi / Edu Lobo
5. Lábia - Zizi Possi
6. Upa Neguinho - Zizi Possi / Edu Lobo
7. Retrato em Branco e Preto - Zizi Possi
8. Dindi - Zizi Possi / Roberto Menescal
9. Barquinho - Zizi Possi / Roberto Menescal
10. Sei Lá Mangueira - Zizi Possi
11. Gostoso Veneno - Zizi Possi / Alcione
12. Grande, Grande, Grande - Zizi Possi / Alcione
13. Sufoco - Zizi Possi / Alcione
14. As Rosas Não Falam - Zizi Possi
15. Nega do Cabelo Duro - Zizi Possi
16. Bala com Bala - Zizi Possi / João Bosco
17. Incompatibilidade de Gênios - Zizi Possi / João B
18. Milagre - Zizi Possi / João Bosco
19. Você - Zizi Possi / Roberto Menescal
20. Minha Namorada - Zizi Possi / Roberto Menescal

O Planeta Sonho Será Terra



Ingressou no cenário artístico participando dos festivais de inverno nos anos de 1960.

Nos anos 1970, atuou em bailes com os grupos The Shines, os Turbulentos e Crisalis. Paralelamente, participou de festivais, como o Festival Estudantil da Canção, Festival Universitário de Belo Horizonte (classificando-se em 2º lugar) e Festival Internacional da Canção de 1970, no Rio de Janeiro. Nessa época, já fazia parte do grupo dos novos compositores mineiros, atuando nos shows "Fio da navalha", juntamente com Lô Borges, Beto Guedes, Tavinho Moura, Toninho Horta, Vermelho e Zé Eduardo, entre outros, mais tarde reunidos no "Clube da Esquina".

Em 1974, foi convidado, por indicação de Milton Nascimento, a gravar com Sá & Guarabyra. Em seguida, passou a fazer parte do grupo O Terço. Mudou-se para São Paulo e atuou com o grupo até 1977, gravando dois discos e destacando-se, também, como compositor.

Em 1977, gravou no LP "A página do relâmpago elétrico", de Beto Guedes, e teve sua música "1974" apresentada em turnê pelo Canadá e Estados Unidos pelo Royal Ballet do Canadá, com coreografia de Oscar Araiz.

No ano seguinte, participou como instrumentista do LP "Clube da Esquina II", de Milton Nascimento, que incluiu no repertório sua canção "Nascente". Acompanhou a turnê de lançamento do disco, como participação especial ao lado de Beto Guedes.

Em 1979, fundou com Vermelho a banda 14 Bis, com a qual gravou vários discos.

Participou do espetáculo e disco "Missa dos Quilombos", de Milton Nascimento e Fernando Brant, Pedro Tierra e Dom Pedro Casaldáliga.

Em 1982, paralelamente ao seu trabalho com o 14 Bis, iniciou sua carreira solo, gravando nesse ano o LP "Nascente" e, três anos depois, o LP "O andarilho". Nesse período, ingressou no curso de música para cinema do Núcleo de Animação da Embrafilme (RJ), promovido pelo National Film Board do Canadá, compondo trilhas para os filmes premiados "Quando os morcegos se calam", "Viagem de ônibus", de Daniel Schorr, e "Instinto animal", de Léa Zagury.

Compôs também trilhas para o longa "Aleluia Gretchen", de Sílvio Back, "Impresso à bala", curta de Ricardo Favilla, "O escravo", vídeo de Luis Viana, e "Hilda Furacão", peça teatral de Roberto Drummond.

Em 1989, desligou-se do 14 Bis, e continuou sua carreira solo, participando do Free Jazz Festival, com um trabalho instrumental. Ainda nesse ano, apresentou-se no Circo Voador, ao lado de Toninho Horta, show gravado e lançado em 1987 pelo selo Dubas. Nesse período, apresentou-se em shows com Lô Borges, Toninho Horta e Zé Renato, e participou do espetáculo "Minas em concerto", com Beto Guedes, Wagner Tiso, Lô Borges e Toninho Horta.

Em 1990, gravou seu terceiro disco solo, "Cidade veloz".



Dois anos depois, participou do Rio Show Festival, registrado no LP "Flávio Venturini ao vivo". Em seguida, apresentou-se em turnê nos Estados Unidos e Canadá. Participou, também, das comemorações dos 500 anos do descobrimento da América em Santiago de Compostela, com o espetáculo "Missa dos quilombos".

Em 1994, gravou o disco "Noites com sol", primeiro Disco de Ouro de sua carreira solo.

No ano seguinte, Jane Duboc gravou o CD "Partituras", no qual registrou esclusivamente canções de autoria dele, como a faixa-título, parceria com a cantora, além de "Besame", "Só pra você", "Pequenas maravilhas", "Abracadabra paixão" e "Sonho de valsa", todas com Murilo Antunes, "Todo azul do mar", "Nuvens", "Princesa", "Noites com sol" e "Anjo bom", todas com Ronaldo Bastos, "Sobre o mar" (c/ Alexandre Blasifera), "Criaturas da noite" (c/ Luiz Carlos Sá), "Romance" (c/ Juca Filho) e "Linda Juventude".

Em 1996, lançou o CD "Beija flor" e participou do Heineken Concerts, como convidado do grupo Uakti.

Em 1999, apresentou-se no Metropolitan, em show comemorativo aos seus 50 anos de idade, gravado para o canal Multishow, recebendo no palco diversos artistas, como Lô Borges, Beto Guedes, Paulinho Moska, 14 Bis, Leila Pinheiro, Zé Renato e Paulo Ricardo. O show foi lançado no CD "Linda juventude". Ainda nesse ano, lançou o songbook "O melhor de Flávio Venturini".

Lançou, em 2003, o CD "Porque não tínhamos bicicleta", contendo suas composições "Alma de balada" e "Sonhos e pedras", ambas com Murilo Antunes, "Minha estrela" (c/ Ronaldo Bastos), "O melhor do amor" (c/ Ronaldo Bastos e Torcuato Mariano), "Garapuá" (c/ Luis Carlos Sá), "Trator" (c/ Fernando Brant), "A luz na minha voz" (c/ Ronaldo Bastos), "Música" (c/ Milton Nascimento), "Onde o vento faz morada" (c/ Alexandre Blasifera) e "Mais do que amor" (c/ Mauricio Gaetani), além de "Máquina do tempo" (Aggeu Marques), "Pra lembrar de nós" (Vanessa Rangel e Ary Sperling), "Sob o sol do Rio" (Cláudio Faria), "Céu de Santo Amaro" (JS Bach, adaptação e arranjo de sua autoria) e "Prenda minha" (adaptação e arranjo Marcus Vianna).

Em 2005, participou, ao lado de Guilherme Arantes, do projeto "Tom Acústico", na casa de espetáculos Tom Brasil (SP). Os dois artistas apresentaram sucessos de suas respectivas carreiras. Nesse mesmo ano, voltou a fixar residência em Belo Horizonte, após morar no Rio durante quase três décadas.

Lançou, em 2006, o CD "Canção sem fim”, contendo suas canções “Retiro da Pedra”, “Retratos” e “Belo Horizonte”, todas com Murilo Antunes, “Aqui no Rio” (c/ Kimura), “Fênix” (c/ Jorge Vercilo), “Casa no vento” (c/ Ronaldo Bastos), “Canção sem fim” (c/ Márcio Borges), “Amor pra sempre” e “Flores de abril”, além de “Neblina” (Torcuato Mariano e Aloysio Reis), “Melhores dias de um verão” (Julio Borges e Cláudio Rabello) e “Quanto mais teus olhos calam” (Thomas Roth). O disco contou com a participação de Leila Pinheiro e Hamilton de Holanda, na faixa “Aqui no Rio”.

Em 2007, fez show de lançamento do disco “Canção sem fim” no Canecão (RJ),

Sua obra como compositor foi registrada por diversos artistas, como Leila Pinheiro, Jane Duboc, Emílio Santiago, Simone, Milton Nascimento, Nana Caymmi, Beto Guedes e Peter Gabriel, entre outros.





sábado, 7 de agosto de 2010

São os Segredos de Lá...


Manu Santos foi mundialmente revelada no Pangea Day, evento promovido pela Nokia, transmitido ao vivo para mais de cem países, onde também estiveram Gilberto Gil e Cameron Diaz - apenas alguns meses após vencer a prestigiada II Mostra de Talentos do Carioca da Gema, na Lapa. Começou sua carreira na Zona Oeste do Rio de Janeiro - onde chegou a se apresentar para mil pessoas, recorde de público na Lona Cultural Hermeto Pascoal. Nesta época, recebeu duas homenagens da prefeitura municipal. A intérprete já atraiu a atenção de figuras influentes da MPB, entre diretores de TV, produtores musicais e outros músicos, compositores e cantores. Atualmente, prepara seu primeiro disco, a ser lançado pelo selo independente Saladesom Records, previsto para o início do ano que vem.
São 13 músicas com diferentes ritmos brasileiros. Entre os compositores ressalto Ivan lins, Moacyr Luz, Fito Paez, Fred Martins e novato Rodrigo Santiago (RJ) autor da faixa "Canto Pro Mar", que já está disponível gratuitamente para quem se inscrever em seu site. www.manusantos.com.br



Agora um depoimento pessoal.

Imagino que conhecer a Manu, mesmo que ainda virtualmente
foi uma das coisas mais maravilhosas que já me aconteceram.
E digo isso por ser até uma história engraçada a maneira com
que nos encontramos, outro dia eu conto direito rs.

Desde então eu já tive o prazer de compor duas músicas para
ela, simplesmente por acreditar em sua capacidade e qualidade
musical e pessoal. Manu é um tipo de artista raro, e faz com
que seu público seja raro, pois existe uma troca de carinho
sobrenatural por ambas as partes. O cuidado que ela possui
em se preocupar com todo mundo, se está bom, se pode
melhorar, tratar todos como se fossem seus amigos mais
intímos a faz ser admirável por seu caráter e sensibilidade
extra-corpórea. E tenho dito!

Simplesmente não há palavras nesse mundo para expressar a gratidão
que tenho por ela, o carinho e a vontade de que ela possa alçar
os mais altos patamares e que possa atingir seus objetivos, além
de cantar e encantar o mundo inteiro com seu ritmo contagiante
e de pura alegria. O seu CD está quase indo pro forno e em breve
teremos em mãos mais uma obra-prima da música brasileira, que é
tão rica e me dá o maior orgulho de ser brasileiro.

Manu sempre na torcida por você, evolua e seja feliz,
deixando esse Brasil enorme feliz também, porque a alegria
só vem quando você canta pro mar, e não apenas pro mar,
também para o fogo, terra e ar! =)

Um grande abraço para o Rodrigo que escreveu o "Canto Pro Mar",
sucesso esse que está imortalizado em sua voz!

Sucesso!
Marcel.

Até Jazz!




sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Tudo em Você é Fullgás


Suas principais influências foram a soul music americana, produzida pelo selo Motown, e o Tropicalismo.

Teve seu primeiro registro como compositora em 1977, quando Gal Costa gravou sua canção "Meu doce amor", no disco "Caras e bocas". Nesse mesmo ano, Maria Bethânia tentou gravar "Alma caiada" mas a música foi proibida pela censura por causa do verso 'Eu não me enquadro na lei".

Contratada pela WEA, lançou, em 1979, o primeiro disco, "Simples como o fogo", contendo parcerias com o irmão, o poeta e filósofo Antônio Cícero, além de "Solidão" (Dolores Duran) e "Não há cabeça" (Angela Ro Ro).

Em 1980, gravou o LP “Olhos felizes”, que trouxe o primeiro sucesso em Rádio: “Nosso estranho amor", composta e gravada em parceria com Caetano Veloso.

No ano seguinte, lançou o LP “Certos acordes”, a partir do qual começou a se firmar como compositora, com a maior parte do repertório evidenciando a parceria com seu irmão Antônio Cícero. O disco trouxe ainda parcerias com compositores de sua geração, como Leo Jaime e Fred Nascimento.

Gravou, em 1982, o LP “Desta vida desta arte”.

Transitando pelo universo pop, com incursões pela música eletrônica, recebeu a atenção da mídia e do grande público, em 1984, com o LP “Fullgás”, que trouxe três sucessos: A faixa-título (c/ Antônio Cícero) e suas leituras para "Me chama" (de Lobão) e “Mesmo que seja eu” (Roberto Carlos e Erasmo Carlos).

No ano seguinte, lançou o LP "Todas", registrando "Eu te amo você" (Kiko Zambianchi), bem executada nas emissoras de Rádio.

Lançou, em 1986, o LP "Todas ao vivo”, contendo gravações de seus sucessos em shows e também uma versão de "Ainda é cedo", do grupo Legião Urbana. O disco gerou o vídeo "Sexo é bom! Todas ao vivo", com a participação de Antônio Cícero e Wally Salomão.

Em 1987, gravou o LP “Virgem”, pelo qual recebeu o Prêmio Sharp de Música, nas categorias Melhor Cantora Pop-rock, Melhor Disco e Melhor Intérprete, com "Preciso dizer que te amo". A faixa-título se tornaria uma de suas canções mais conhecidas.

No ano seguinte, foi lançado o vídeo "Making of...", uma coletânea de trechos de bate-papos, vídeo-clipes, depoimentos da cantora, cenas de bastidores, ensaios e imagens dos espetáculos apresentados no Projeto SP (SP) e no Canecão (RJ), na temporada de "Todas ao vivo".

Em 1989, lançou o LP “Próxima parada”, pelo qual recebeu o Prêmio Sharp de Música, nas categorias Melhor Disco e Melhor Cantora Pop-Rock. O disco trouxe o hit "À francesa" (Cláudio Zoli e Antônio Cícero).



No ano seguinte, entrou no ar a MTV, que teve sua interpretação de "Garota de Ipanema" como o primeiro vídeo-clipe transmitido em rede nacional pela emissora.

Assumindo seu sobrenome, lançou, em 1991, o CD “Marina Lima”, produzido por Liminha e Fábio Fonseca. O disco trouxe a canção "Não sei dançar", de Alvin L., que se tornaria parceiro de várias outras canções.

Em 1993, gravou o CD “O chamado”, num período em que vivenciou várias perdas, uma das quais representada na única parceria com o irmão, a faixa "Eu vi o Rei", composta em homenagem ao pai. O disco ganhou versão internacional intitulada "A tug on the line", sendo lançado nos Estados Unidos com versões em inglês para as faixas "O chamado", "Carente profissional" e "Meus irmãos".

No ano seguinte, foi lançada a coletânea “Marina total”.

Em 1995, gravou o CD “Abrigo”, expondo-se como intérprete de canções consagradas, como “Samba do avião” (Tom Jobim) e apostando em compositores desconhecidos.

Lançou, no ano seguinte, o CD “Registros à meia-voz”, retomando sua faceta de compositora e renovando a parceria com Antônio Cícero.

Em 1998, gravou o CD “Pierrot do Brasil”, no qual apresentou um diálogo bem forte com a linguagem eletrônica. O disco foi co-produzido pelo músico iugoslavo Suba, que revestiu o trabalho com programações de bateria eletrônica e sons sintetizados. Essa parceria rendeu também uma trilha para um desfile de moda na São Paulo Fashion Week.

Após ficar seis anos afastada dos palcos, em 2000 apresentou o espetáculo "Sissi na sua", que estreou em julho desse ano na cidade mineira de Juiz de Fora. A turnê passou por outras capitais e apresentou no repertório basicamente canções dos discos "Registros à meia voz" e "Pierrot do Brasil", além de alguns antigos hits e três músicas inéditas, sendo duas parcerias com a escritora Fernanda Young ("Síssi" e "Estou assim"). O espetáculo gerou o CD "Síssi na sua - ao vivo".

Em 2001, lançou o CD mais autoral de sua carreira, "Setembro", contendo as canções "Alguma prova" e "Paris - Dakar", ambas com Alvin L., "Dois durões (Lagoa)", "Notícias" (c/ Claudio Rabello e Dalto), "Fala (não cala)" (c/ Alvin L. e Edu Martins) e "Terra à vista" (c/ Giovanni Bizzotto), além de "No escuro", "Me diga (Francisca)" e a faixa-título, todas com Antônio Cícero. Uma novidade foi apresentada neste trabalho: a cantora apareceu tocando teclado, não apenas nas gravações mas também em alguns momentos da turnê intitulada "Mais Perto de você".

Em 2003, sua canção “Sugar” foi incluída na trilha sonora da novela “Agora é que são elas” (TV Globo). A música foi bastante executada nas emissoras de Rádio. Nesse mesmo ano, lançou o CD e o DVD “Acústico MTV – Marina Lima”.

Em 2004, substituiu Rita Lee no programa "Saia Justa", exibido pelo canal a cabo GNT.

No ano seguinte, a gravadora Universal relançou em CDs remasterizados os oito discos gravados pela cantora nos anos 80: "Olhos felizes" (1980), "Certos acordes" (1981), "Desta vida desta arte" (1982), "Fullgás" (1983), "Todas" (1985),"Todas ao vivo" (1986), "Virgem" (1987) e "Próxima parada" (1989). Também em 2005, estreou o show “Primórdios", dirigido por Monique Gardenberg.



Lançou, em 2006, o CD "Lá nos primórdios", contendo suas canções "Três", "Anna Bella", "Difícil" e "$ Cara", todas com Antonio Cícero), "Valeu", "Entre as coisas", "Meus irmãos" e "Que ainda virão", além de "Dura na Queda" (Chico Buarque) e "Vestidinho vermelho", versão de Alvin L. para "Beautiful Red Dress" de Lauri Anderson.