quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Esclarecendo...



Recentemente escrevi duas músicas para a cantora
Manu Santos, e uma outra que ainda vai ser
entregue a alguém. E aos poucos a música vem
tomando suas formas e contornos de modo que
ando ficando contente com o resultado.

Recebi muitas perguntas via e-mail referente
as músicas que escrevi, acho que ainda não é o
momento de publicar as letras na internet, mas
já posso adiantar nomes e explicar um pouco
sobre elas.

Das músicas que escrevi até então para Manu se
encontram:


Samba Meu:

Essa música eu escrevi e a modelei com um arranjo
puxado para o samba e para bossa nova.
Como costumo dizer, um samba bossa-novístico. Queria cantar
e expressar alegria e isso é o que há nessa canção. O homem
que vive para o seu samba, independente do que aconteça e segue
sorrindo, vivendo, sentindo, de todas as maneira possíveis
esse calor transmitido pela música, pelo som, o acorde menor,
maior e etc.

Já em...


O Mar de Caymmi:

Busquei contar uma história curta, onde o cenário
é a Bahia, e Dorival Caymmi de frente pro mar,
cantando e encantando, vendo as ondas majestosas
que comandam os sentimentos, as estrelas que o
acompanham em voz durante toda a vida.

Espero que tenham aproveitado! =)


P.S: Quero agradecer ao Fã Clube da Manu Santos que
muito gentilmente postou em seu site a respeito
do texto que preparei na última sexta-feira. Além
de tudo me tratando com o maior carinho do mundo!
Fico feliz, e a música serve justamente para esse
propósito, para unir as pessoas e fazerem de suas
vidas mais alegres!


"E que a música continue nascendo, Manu merece! Bola pra frente gente!"

Segue o link:

http://fcomanusantos.wordpress.com/

Aliás, o site está de muito bom gosto! =)
Ótimas imagens e conteúdos.

Até Jazz!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Una voz antigüa, De viento y de sal


Mercedes Sosa nasceu em San Miguel de Tucumán, na província de Tucumán, no noroeste da Argentina, cidade onde foi assinada a declaração de Independência da Argentina em 9 de julho de 1816, na casa de propriedade de Francisca Bazán de Laguna, que foi declarada Monumento Histórico Nacional em 1941.

Nascida no dia da Declaração da Independência, e na mesma cidade onde foi assinada, Mercedes sempre foi patriota. Afirmou inúmeras vezes que "pátria só temos uma". Foi também uma árdua defensora do Pan-americanismo e da integração dos povos da América Latina.

Criada durante o governo de Juan Domingo Perón e sofrendo - como quase todos da sua geração - uma influência muito grande de Eva Perón, Sosa cresceu embalada pela ideologia peronista. Devemos nos lembrar que o peronismo era então difundido nas escolas e nos meios de comunicação, como a imprensa, o cinema e o rádio.

Sua ascendência era mestiça (mistura de europeus com ameríndios): francesa e dos indígenas do grupo quechua.

Sua carreira se iniciou em 1950, aos quinze anos de idade, quando Sosa venceu uma competição de canto organizada por uma emissora de rádio de sua cidade natal e ganhou um contrato para cantar por dois meses.



Em 1959 grava seu primeiro álbum, intitulado La voz de la zafra. Em seguida, uma performance no Festival Folclórico Nacional faz com que se torne conhecida entre os povos indígenas de seu país. Sosa e seu primeiro marido, Manuel Óscar Matus, com quem teve um filho, são peças chave no movimento musical da década de 1960 conhecido como nueva canción. Em 1965 lançou o aclamado Canciones con fundamiento, uma compilação de músicas folclóricas da Argentina. Em 1967 faz uma turnê pelos Estados Unidos e pela Europa e obtém êxito internacional. Em 1970 grava Cantata Sudamericana e Mujeres Argentinas com o compositor Ariel Ramirez e o letrista Felix Luna. Em 1971 grava um tributo à cantora e compositora chilena Violeta Parra, ajudando a popularizar a canção "Gracias a la vida". Mais tarde grava um álbum em homenagem a Atahualpa Yupanqui.

Nos anos seguintes, Sosa interpreta um vasto repertório de estilos latino-americanos, gravando tanto com artistas argentinos como León Gieco, Charly García, Antonio Tarragó Ros, Rodolfo Mederos e Fito Páez, quanto com internacionais como Chico Buarque, Daniela Mercury, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Gal Costa, Sting, Andrea Bocelli, Luciano Pavarotti, Nana Mouskouri, Joan Baez, Silvio Rodríguez e Pablo Milanés. Mais recentemente, grava com a colombiana Shakira, cantora latino-americana de maior sucesso no exterior.

Após a ascensão da junta militar do general Jorge Videla, que depôs a presidente Isabelita Perón em 1976, a atmosfera na Argentina tornou-se cada vez mais opressiva. Sosa, que era uma conhecida ativista do peronismo de esquerda, foi revistada e presa no palco durante um concerto em La Plata em 1979, assim como seu público. Banida em seu próprio país, ela se refugiou em Paris e depois em Madri. Seu segundo marido morreu um pouco antes do exílio, em 1978.



Sosa retornou à Argentina em 1982, vários meses antes do colapso do regime ditatorial como resultado da fracassada guerra das Malvinas, e deu uma série de shows no Teatro Colón em Buenos Aires, onde convidou muitos colegas jovens para dividir o palco com ela. Um álbum duplo com as gravações dessas performances logo se tornou um sucesso de vendas. Nos anos seguintes, Sosa continuou a fazer turnês pela Argentina e pelo exterior, cantando em lugares como o Lincoln Center, o Carnegie Hall e o Teatro Mogador.

O repertório de Sosa continuou a ampliar, tendo gravado um dueto com a sambista Beth Carvalho, entitulado "So le pido a Dios", cada uma cantando em seu idioma. Em 1981 gravou o sucesso "Años" com o cantor cearense Fagner. Seu último álbum, Cantora, traz duetos com artistas que são referência na música latino-americana.





segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O Canto da Cigarra




Em 1973, assinou contrato com a gravadora Odeon e gravou seu primeiro LP, "Simone". Ainda nesse ano, viajou para a Europa com o espetáculo "Panorama brasileiro", apresentando-se na Feira Brazil Export de Bruxelas (Bélgica) e no Olympia de Paris (França), a convite de Hermínio Belo de Carvalho. Em seguida, foi convidada pela produtora norte-americana Madison Square para uma turnê de três meses nos Estados Unidos e no Canadá.

Em 1974, lançou os LPs "Brasil Export" (Europa) e "Quatro paredes".

No ano seguinte, gravou os discos "Festa Brasil" (Estados Unidos) e "Gota d'água". Destacou-se com as interpretações de "De frente pro crime" e "Bodas de prata", ambas de João Bosco e Aldir Blanc, e "Começar de novo" (Ivan Lins e Vitor Martins), seu primeiro grande sucesso.

Em 1976, emocionou o público brasileiro com a gravação de "Gota d'água" (Chico Buarque), em dueto com Milton Nascimento.

Ainda na década de 1970, lançou os LPs "Face a face", "Cigarra" e "Pedaços". Este último gerou, em 1979, o show homônimo com direção de Flávio Rangel, com estréia no Canecão (RJ) seguida de turnê pelo Brasil, tendo sido assistido por mais de 120.000 pessoas.

Em 1980, lançou os discos "Simone, ao vivo" e "Simone/Atrevida". Resgatou a canção "Caminhando/Pra não dizer que não falei de flores", de Geraldo Vandré, vetada pela censura durante o regime militar, gravação que se destacou como um de seus maiores sucessos.

No ano seguinte, gravou o LP "Amar" e lotou o Maracanãzinho (RJ) com seu show.

Em 1982, apresentou o espetáculo "Canta Brasil" no Estádio do Morumbi (SP) para uma platéia diária de 15.000 pessoas. Gravou, nesse mesmo ano, o LP "Corpo e alma", realizando show homônimo no Canecão (RJ), sob a direção de Flávio Rangel, com destaque para a interpretação do bolero "Me deixas louca" (Armando Manzanero), além das canções "Vida" (Chico Buarque), "Alma" (Sueli Costa e Abel Silva) e "Tô que tô" (Kleiton e Kledir), entre outras.

Ainda na década de 1980, lançou os LPs "Delírios e delícias", "Desejos", "Cristal", "Amor e paixão", "Vício", "Sedução" e "Simone/Tudo por amor".

Seguiram-se, de 1990 a 1995, os discos "Liberdade", "Raio de luz", "Simone" (espanhol), "Sou eu", "La distancia" (espanhol), "Simone Bittencourt de Oliveira", "Dois enamorados" (espanhol) e "25 de dezembro".

Em 1996, lançou "Café com leite", CD inteiramente dedicado à obra de Martinho da Vila.

No ano seguinte, apresentou o espetáculo "Brasil" no Metropolitan (RJ), com direção de José Possi Neto, interpretando canções de AryBarroso, Dorival Caymmi, Paulinho da Viola, Gonzaguinha e Cazuza, entre outros. Gravou, também em 1997, o CD "Brasil, o show". Ainda nesse ano, seu disco "25 de dezembro" foi lançado em espanhol.

Em 1998, lançou, no Brasil e no exterior, o CD "Loca".

Em 2000, apresentou o espetáculo "Fica comigo esta noite" no Canecão (RJ), com direção de Ney Matogrosso e figurino de Ocimar Versolato, interpretando canções de Chico Buarque, João Bosco, Pablo Milanés, Lupicínio Rodrigues, Alceu Valença, Suely Costa, Ivan Lins, Milton Nascimento, Lenine e Zeca Baleiro, entre outros. O show gerou disco homônimo.

Em 2001, lançou o CD "Seda pura", contendo as canções "Cofre de seda" (Rodrigo Leão e Samuel Rosa), "Garoa" (Carlinhos Brown), "Caso encerrado" (Toquinho e Paulinho da Viola), "www.sem" (Zé de Riba e Romildo Soares), "Fuga nº 1" (Zé de Riba), "Muito estranho (cuida bem de mim)" (Cláudio Rabello e Dalto), "Antes de acordar" (Dulce Quental e Frejat), "Hawaii e you" (Carlinhos Brown) e "Falando sério" (Maurício Duboc e Carlos Colla), além da faixa-título (Frejat e Cazuza).



Em 2002, lançou o CD "Feminino", contendo as canções "Resposta ao tempo" (Aldir Blanc e Cristóvão Bastos), "Codinome Beija-Flor" (Reinaldo Arias, Ezequiel Neves e Cazuza), "Me chama" (Lobão). "Escândalo" (Caetano Veloso), "A maçã" (Paulo Coelho, Marcelo Motta e Raul Seixas), "Um certo alguém" (Lulu Santos e Ronaldo Bastos), "V'ambora" (Adriana Calcanhotto), "Sei lá, Mangueira" (Hermínio Bello de Carvalho e Paulinho da Viola), "Samba do grande amor" (Chico Buarque) e "Mal acostumado" (Ray Araújo e Meg Evans), além de, "Se acaso você chegasse" (Felisberto Martins e Lupicínio Rodrigues) e "Sem compromisso" (Nelson Trigueiro e Geraldo Pereira), ambas com a participação de Zeca Pagodinho.

Em 2004, lançou o CD "Baiana da gema", contendo exclusivamente canções de Ivan Lins: "É festa", "Parei contigo" e a faixa-título, todas com Paulo César Pinheiro, "Tanto amor" e "Voar", ambas com Vítor Martins, "Veneziana" e "Atlântida (Deserta - Tema de Serena)", ambas com Celso Viáfora, "Enrosco" (c/ Flora Figueiredo), "Cínica" (c/ Joyce), "Por favor" (c/ Aldir Blanc), "Dandara" (c/ Francisco Bosco), "Saravá, saravá!" (c/ Martinho da Vila) e "Espelho seu" (c/ Elisa Lucinda). O disco contou com a participação do compositor homenageado, além dos músicos Ricardo Silveira (violão e guitarra), Zeca Assumpção (baixo), Armando Marçal (percussão), Jurim Moreira (bateria) e Gilson Peranzzetta (piano). Nesse mesmo ano, estreou turnê do show "Baiana da gema" na casa de espetáculos Tom Brasil (SP), acompanhada por Ricardo Leão (teclados), Waltinho Villaça e Tavinho Menezes (violão), Fernando Souza (baixo), Cacá Colon (bateria) e André Siqueira (percussão). Também em 2004, apresentou-se no Canecão (RJ) e no Scala (RJ), com o show "Baiana da gema".

Em 2005, apresentou-se pelo Brasil e no Peru, além de ter realizado bem sucedida turnê em Portugal com o show "Baiana da gema". Nesse mesmo ano, lançou, em CD e o DVD "Ao vivo", gravado no Teatro João Caetano (RJ), com a participação de Ivan Lins, Milton Nascimento e Zélia Duncan. No repertório, sucessos de sua carreira, além da inédita "Então me diz", versão de Zélia Duncan para "The Blower’s Daughter" (Damien Rice), tema do filme "Closer".

Apresentou-se, em 2006, no Canecão, recebendo no palco Ivan Lins, Milton Nascimento e Zélia Duncan.

Em 2008, lançou, ao lado de Zélia Duncan, o DVD e CD “Amigo é Casa”, gravado no ano anterior no Auditório Ibirapuera, com roteiro de ambas, direção geral e cenografia de Andréa Zeni, direção musical de Bia Paes Leme, direção de DVD de Joana Mazugueli, e com uma banda formada por Walter Villaça (violão de aço, viola de 10 e guitarra semi-acústica), Webster Santos (violões, guitarra, cavaco, bandolim e lap-steal), Léo Brandão (pianos, teclados e acordeom), Ézio Filho (baixo vertical, baixo elétrico e agogô), Jadna Zimmermann (percussão, bateria e flauta) e Carlos César (bateria, pandeiro, moringa e zabumba). No repertório, “Alguém cantando” e “Gatas extraordinárias”, ambas de Caetano Veloso, “Petúnia Resedá” e “Diga lá, Coração”, ambas de Gonzaguinha, “Meu ego” e “Vou ficar nu pra chamar sua atenção”, ambas de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, “Grávida” (Marina Lima e Arnaldo Antunes), “Kitnet” (Alzira E. e Arruda), “Cuide-se bem” (Guilherme Arantes), “Na próxima encarnação” (Itamar Assumpção), “A companheira” (Luiz Tatit), “Mãos atadas” (Simone Saback), “Idade do Céu” (Jorge Drexler e Paulinho Moska), “Medo de amar n° 2” (Sueli Costa e Abel Silva), “Encontros e despedidas” (Milton Nascimento e Fernando Brant), “Ralador” (Roque Ferreira e Paulo César Pinheiro), “Agito e uso” (Ângela Ro Ro) e “Tô voltando” (Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro).

Lançou, em 2009, o CD “Na veia”, contendo as canções “Love” (Paulo Padilha), “Cartas noites” (Dé Palmeira e Adriana Calcanhotto), “Migalhas” (Erasmo Carlos), “Na minha veia” (Zé Catimba e Martinho da Vila), “Bem pra você” (Dé Palmeira e Marina Lima), “Geraldinos e Arquibaldos” (Gonzaguinha), “Hóstia” (Erasmo Carlos e Marcos Valle), “Pagando pra ver” (Abel Silva e Raimundo Nonato de Oliveira), “Ame” (Paulinho da Viola e Elton Medeiros), “Definição da moça” (Adriana Calcanhotto sobre poema de Ferreira Gullar) e “Deixa eu te amar” (Agepê, Ismael Camillo e José Mauro Silva), além de “Vale a pena tentar”, composição de sua autoria, em parceria com Hermínio Bello de Carvalho.





domingo, 8 de agosto de 2010

Os Cantos e Contos de Zizi Possi - Parte 2



Em relação ao Cantos e Contos 2, gostei mais do repertório,
não sei também se conhecia a maior parte das músicas comparado
ao 1.

Posso destacar no volume 2, a primeira faixa.

Luiza: A versão é a mesma do CD Puro Prazer, Zizi se
emociona no fim da interpretação com a presença de Luiza
que está no palco.

João e Maria: Imortalizado nas vozes de Chico Buarque
acompanhado de Nara Leão, a música ganha mais uma versão, só
que desta vez com Luiza e Zizi Possi.

Tudo a Ver: Zizi e Luiza juntas ainda, e é interessante pelo
fato de ser a primeira vez que Zizi entra no repertório
de Jorge Vercilo, mostrando que ainda está aberta para novos
compositores.

Caminhos de Sol: A música ganha nova versão, um dos maiores
sucessos de sua carreira acompanhada do início ao fim pela
platéia emocionada.

Alfonsina y El Mar: Com Ivan Lins ao piano, Zizi canta lindamente
essa canção que fazia parte do repertório de La Negra Mercedes Sosa.
Considero essa, a melhor faixa do Cantos e Contos 2.

Bilhete: Também de Ivan Lins, essa canção fica perfeita na interpretação
de ambos.

Ruas de Outono: Parceria com Ana Carolina, sensações a flor da pele
do início ao fim, a interpretação das duas deu um novo ar a essa música,
que já esteve inclusive na voz de Gal Costa.

As faixas do Cantos e Contos 2 são:

1. Luiza - Zizi Possi
2. João e Maria - Zizi Possi / Luiza Possi
3. Tudo a Ver - Zizi Possi / Luiza Possi
4. Amor da Minha Vida - Zizi Possi e Toninho F.
5. Assum Branco - Zizi Possi / Toninho Ferragutti
6. Caminhos de Sol - Zizi Possi
7. Sentado à Beira do Caminho - Zizi Possi
8. Senza Fine - Zizi Possi
9. Desafinado - Zizi Possi / Eduardo Dussek
10. Cantando no Banheiro - Zizi Possi / Eduardo D.
11. Eu Velejava em Você - Zizi Possi
12. Palavras - Zizi Possi
13. Alfonsina Y el Mar - Zizi Possi / Ivan Lins
14. Bilhete - Zizi Possi / Ivan Lins
15. Nada pra Mim - Zizi Possi
16. Ruas de Outono - Zizi Possi / Ana Carolina
17. Carvão / Quem é Você - Zizi Possi / Ana Carolina
18. Bom Dia - Zizi Possi / Ana Carolina
19. Você - Zizi Possi e Roberto Menescal

Os Cantos e Contos de Zizi Possi - Parte 1



Tive o imenso prazer de apreciar tal obra. Um registro de
30 anos de carreira de Zizi Possi, com convidados super
especiais e canções nunca antes cantadas por Zizi e alguns de
seus convidados.

Destacando algumas faixas, do Cantos e Contos 1:

Sábia: A música já consagrada em vozes como a de Elba Ramalho,
ganhou nova versão com Zizi acompanhada de ninguém menos do que
Alceu Valença, a parte mais alegre do nordeste, com todo o seu
jeito de interpretar. Durante a música, Zizi encarna uma portuguesa,
brincando na frase "Tú que falas passarinho."

Retrato Em Branco e Preto: Totalmente o oposto da versão de
Elis Regina, Nara Leão, Joyce e vários outros artistas que
gravaram essa canção. Em um ritmo mais slow, ficou super
emocionante e de delicadeza inigualáveis. Uma das letras
mais sensacionais de Antônio Carlos Jobim e Chico Buarque.

O Barquinho: Ao lado de Roberto Menescal, Zizi cria uma nova
versão para um clássico da Bossa Nova. Brincando ao final
da música em uma vocalização e virando alvo de uma brincadeira
do próprio Menescal "Isso é o que a gente faz, quando não sabe
terminar a música". Que elvo a platéia aos risos, seguido de
Zizi dizendo "E agora Menescal???" ainda no ritmo da música.

As Rosas Não Falam: Na minha opinião a melhor faixa do
Cantos e Contos 1, canção de Cartola e de sonoridade
e musicalidade impecáveis, indispensável se tratando
de Zizi Possi.

Em Cantos e Contos 1, as faixas são:

1. Vira Moenda - Zizi Possi
2. Sabiá - Zizi Possi / Alceu Valença
3. Na Primeira Manhã - Zizi Possi / Alceu Valença
4. Prá Dizer Adeus - Zizi Possi / Edu Lobo
5. Lábia - Zizi Possi
6. Upa Neguinho - Zizi Possi / Edu Lobo
7. Retrato em Branco e Preto - Zizi Possi
8. Dindi - Zizi Possi / Roberto Menescal
9. Barquinho - Zizi Possi / Roberto Menescal
10. Sei Lá Mangueira - Zizi Possi
11. Gostoso Veneno - Zizi Possi / Alcione
12. Grande, Grande, Grande - Zizi Possi / Alcione
13. Sufoco - Zizi Possi / Alcione
14. As Rosas Não Falam - Zizi Possi
15. Nega do Cabelo Duro - Zizi Possi
16. Bala com Bala - Zizi Possi / João Bosco
17. Incompatibilidade de Gênios - Zizi Possi / João B
18. Milagre - Zizi Possi / João Bosco
19. Você - Zizi Possi / Roberto Menescal
20. Minha Namorada - Zizi Possi / Roberto Menescal

O Planeta Sonho Será Terra



Ingressou no cenário artístico participando dos festivais de inverno nos anos de 1960.

Nos anos 1970, atuou em bailes com os grupos The Shines, os Turbulentos e Crisalis. Paralelamente, participou de festivais, como o Festival Estudantil da Canção, Festival Universitário de Belo Horizonte (classificando-se em 2º lugar) e Festival Internacional da Canção de 1970, no Rio de Janeiro. Nessa época, já fazia parte do grupo dos novos compositores mineiros, atuando nos shows "Fio da navalha", juntamente com Lô Borges, Beto Guedes, Tavinho Moura, Toninho Horta, Vermelho e Zé Eduardo, entre outros, mais tarde reunidos no "Clube da Esquina".

Em 1974, foi convidado, por indicação de Milton Nascimento, a gravar com Sá & Guarabyra. Em seguida, passou a fazer parte do grupo O Terço. Mudou-se para São Paulo e atuou com o grupo até 1977, gravando dois discos e destacando-se, também, como compositor.

Em 1977, gravou no LP "A página do relâmpago elétrico", de Beto Guedes, e teve sua música "1974" apresentada em turnê pelo Canadá e Estados Unidos pelo Royal Ballet do Canadá, com coreografia de Oscar Araiz.

No ano seguinte, participou como instrumentista do LP "Clube da Esquina II", de Milton Nascimento, que incluiu no repertório sua canção "Nascente". Acompanhou a turnê de lançamento do disco, como participação especial ao lado de Beto Guedes.

Em 1979, fundou com Vermelho a banda 14 Bis, com a qual gravou vários discos.

Participou do espetáculo e disco "Missa dos Quilombos", de Milton Nascimento e Fernando Brant, Pedro Tierra e Dom Pedro Casaldáliga.

Em 1982, paralelamente ao seu trabalho com o 14 Bis, iniciou sua carreira solo, gravando nesse ano o LP "Nascente" e, três anos depois, o LP "O andarilho". Nesse período, ingressou no curso de música para cinema do Núcleo de Animação da Embrafilme (RJ), promovido pelo National Film Board do Canadá, compondo trilhas para os filmes premiados "Quando os morcegos se calam", "Viagem de ônibus", de Daniel Schorr, e "Instinto animal", de Léa Zagury.

Compôs também trilhas para o longa "Aleluia Gretchen", de Sílvio Back, "Impresso à bala", curta de Ricardo Favilla, "O escravo", vídeo de Luis Viana, e "Hilda Furacão", peça teatral de Roberto Drummond.

Em 1989, desligou-se do 14 Bis, e continuou sua carreira solo, participando do Free Jazz Festival, com um trabalho instrumental. Ainda nesse ano, apresentou-se no Circo Voador, ao lado de Toninho Horta, show gravado e lançado em 1987 pelo selo Dubas. Nesse período, apresentou-se em shows com Lô Borges, Toninho Horta e Zé Renato, e participou do espetáculo "Minas em concerto", com Beto Guedes, Wagner Tiso, Lô Borges e Toninho Horta.

Em 1990, gravou seu terceiro disco solo, "Cidade veloz".



Dois anos depois, participou do Rio Show Festival, registrado no LP "Flávio Venturini ao vivo". Em seguida, apresentou-se em turnê nos Estados Unidos e Canadá. Participou, também, das comemorações dos 500 anos do descobrimento da América em Santiago de Compostela, com o espetáculo "Missa dos quilombos".

Em 1994, gravou o disco "Noites com sol", primeiro Disco de Ouro de sua carreira solo.

No ano seguinte, Jane Duboc gravou o CD "Partituras", no qual registrou esclusivamente canções de autoria dele, como a faixa-título, parceria com a cantora, além de "Besame", "Só pra você", "Pequenas maravilhas", "Abracadabra paixão" e "Sonho de valsa", todas com Murilo Antunes, "Todo azul do mar", "Nuvens", "Princesa", "Noites com sol" e "Anjo bom", todas com Ronaldo Bastos, "Sobre o mar" (c/ Alexandre Blasifera), "Criaturas da noite" (c/ Luiz Carlos Sá), "Romance" (c/ Juca Filho) e "Linda Juventude".

Em 1996, lançou o CD "Beija flor" e participou do Heineken Concerts, como convidado do grupo Uakti.

Em 1999, apresentou-se no Metropolitan, em show comemorativo aos seus 50 anos de idade, gravado para o canal Multishow, recebendo no palco diversos artistas, como Lô Borges, Beto Guedes, Paulinho Moska, 14 Bis, Leila Pinheiro, Zé Renato e Paulo Ricardo. O show foi lançado no CD "Linda juventude". Ainda nesse ano, lançou o songbook "O melhor de Flávio Venturini".

Lançou, em 2003, o CD "Porque não tínhamos bicicleta", contendo suas composições "Alma de balada" e "Sonhos e pedras", ambas com Murilo Antunes, "Minha estrela" (c/ Ronaldo Bastos), "O melhor do amor" (c/ Ronaldo Bastos e Torcuato Mariano), "Garapuá" (c/ Luis Carlos Sá), "Trator" (c/ Fernando Brant), "A luz na minha voz" (c/ Ronaldo Bastos), "Música" (c/ Milton Nascimento), "Onde o vento faz morada" (c/ Alexandre Blasifera) e "Mais do que amor" (c/ Mauricio Gaetani), além de "Máquina do tempo" (Aggeu Marques), "Pra lembrar de nós" (Vanessa Rangel e Ary Sperling), "Sob o sol do Rio" (Cláudio Faria), "Céu de Santo Amaro" (JS Bach, adaptação e arranjo de sua autoria) e "Prenda minha" (adaptação e arranjo Marcus Vianna).

Em 2005, participou, ao lado de Guilherme Arantes, do projeto "Tom Acústico", na casa de espetáculos Tom Brasil (SP). Os dois artistas apresentaram sucessos de suas respectivas carreiras. Nesse mesmo ano, voltou a fixar residência em Belo Horizonte, após morar no Rio durante quase três décadas.

Lançou, em 2006, o CD "Canção sem fim”, contendo suas canções “Retiro da Pedra”, “Retratos” e “Belo Horizonte”, todas com Murilo Antunes, “Aqui no Rio” (c/ Kimura), “Fênix” (c/ Jorge Vercilo), “Casa no vento” (c/ Ronaldo Bastos), “Canção sem fim” (c/ Márcio Borges), “Amor pra sempre” e “Flores de abril”, além de “Neblina” (Torcuato Mariano e Aloysio Reis), “Melhores dias de um verão” (Julio Borges e Cláudio Rabello) e “Quanto mais teus olhos calam” (Thomas Roth). O disco contou com a participação de Leila Pinheiro e Hamilton de Holanda, na faixa “Aqui no Rio”.

Em 2007, fez show de lançamento do disco “Canção sem fim” no Canecão (RJ),

Sua obra como compositor foi registrada por diversos artistas, como Leila Pinheiro, Jane Duboc, Emílio Santiago, Simone, Milton Nascimento, Nana Caymmi, Beto Guedes e Peter Gabriel, entre outros.





sábado, 7 de agosto de 2010

São os Segredos de Lá...


Manu Santos foi mundialmente revelada no Pangea Day, evento promovido pela Nokia, transmitido ao vivo para mais de cem países, onde também estiveram Gilberto Gil e Cameron Diaz - apenas alguns meses após vencer a prestigiada II Mostra de Talentos do Carioca da Gema, na Lapa. Começou sua carreira na Zona Oeste do Rio de Janeiro - onde chegou a se apresentar para mil pessoas, recorde de público na Lona Cultural Hermeto Pascoal. Nesta época, recebeu duas homenagens da prefeitura municipal. A intérprete já atraiu a atenção de figuras influentes da MPB, entre diretores de TV, produtores musicais e outros músicos, compositores e cantores. Atualmente, prepara seu primeiro disco, a ser lançado pelo selo independente Saladesom Records, previsto para o início do ano que vem.
São 13 músicas com diferentes ritmos brasileiros. Entre os compositores ressalto Ivan lins, Moacyr Luz, Fito Paez, Fred Martins e novato Rodrigo Santiago (RJ) autor da faixa "Canto Pro Mar", que já está disponível gratuitamente para quem se inscrever em seu site. www.manusantos.com.br



Agora um depoimento pessoal.

Imagino que conhecer a Manu, mesmo que ainda virtualmente
foi uma das coisas mais maravilhosas que já me aconteceram.
E digo isso por ser até uma história engraçada a maneira com
que nos encontramos, outro dia eu conto direito rs.

Desde então eu já tive o prazer de compor duas músicas para
ela, simplesmente por acreditar em sua capacidade e qualidade
musical e pessoal. Manu é um tipo de artista raro, e faz com
que seu público seja raro, pois existe uma troca de carinho
sobrenatural por ambas as partes. O cuidado que ela possui
em se preocupar com todo mundo, se está bom, se pode
melhorar, tratar todos como se fossem seus amigos mais
intímos a faz ser admirável por seu caráter e sensibilidade
extra-corpórea. E tenho dito!

Simplesmente não há palavras nesse mundo para expressar a gratidão
que tenho por ela, o carinho e a vontade de que ela possa alçar
os mais altos patamares e que possa atingir seus objetivos, além
de cantar e encantar o mundo inteiro com seu ritmo contagiante
e de pura alegria. O seu CD está quase indo pro forno e em breve
teremos em mãos mais uma obra-prima da música brasileira, que é
tão rica e me dá o maior orgulho de ser brasileiro.

Manu sempre na torcida por você, evolua e seja feliz,
deixando esse Brasil enorme feliz também, porque a alegria
só vem quando você canta pro mar, e não apenas pro mar,
também para o fogo, terra e ar! =)

Um grande abraço para o Rodrigo que escreveu o "Canto Pro Mar",
sucesso esse que está imortalizado em sua voz!

Sucesso!
Marcel.

Até Jazz!




sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Tudo em Você é Fullgás


Suas principais influências foram a soul music americana, produzida pelo selo Motown, e o Tropicalismo.

Teve seu primeiro registro como compositora em 1977, quando Gal Costa gravou sua canção "Meu doce amor", no disco "Caras e bocas". Nesse mesmo ano, Maria Bethânia tentou gravar "Alma caiada" mas a música foi proibida pela censura por causa do verso 'Eu não me enquadro na lei".

Contratada pela WEA, lançou, em 1979, o primeiro disco, "Simples como o fogo", contendo parcerias com o irmão, o poeta e filósofo Antônio Cícero, além de "Solidão" (Dolores Duran) e "Não há cabeça" (Angela Ro Ro).

Em 1980, gravou o LP “Olhos felizes”, que trouxe o primeiro sucesso em Rádio: “Nosso estranho amor", composta e gravada em parceria com Caetano Veloso.

No ano seguinte, lançou o LP “Certos acordes”, a partir do qual começou a se firmar como compositora, com a maior parte do repertório evidenciando a parceria com seu irmão Antônio Cícero. O disco trouxe ainda parcerias com compositores de sua geração, como Leo Jaime e Fred Nascimento.

Gravou, em 1982, o LP “Desta vida desta arte”.

Transitando pelo universo pop, com incursões pela música eletrônica, recebeu a atenção da mídia e do grande público, em 1984, com o LP “Fullgás”, que trouxe três sucessos: A faixa-título (c/ Antônio Cícero) e suas leituras para "Me chama" (de Lobão) e “Mesmo que seja eu” (Roberto Carlos e Erasmo Carlos).

No ano seguinte, lançou o LP "Todas", registrando "Eu te amo você" (Kiko Zambianchi), bem executada nas emissoras de Rádio.

Lançou, em 1986, o LP "Todas ao vivo”, contendo gravações de seus sucessos em shows e também uma versão de "Ainda é cedo", do grupo Legião Urbana. O disco gerou o vídeo "Sexo é bom! Todas ao vivo", com a participação de Antônio Cícero e Wally Salomão.

Em 1987, gravou o LP “Virgem”, pelo qual recebeu o Prêmio Sharp de Música, nas categorias Melhor Cantora Pop-rock, Melhor Disco e Melhor Intérprete, com "Preciso dizer que te amo". A faixa-título se tornaria uma de suas canções mais conhecidas.

No ano seguinte, foi lançado o vídeo "Making of...", uma coletânea de trechos de bate-papos, vídeo-clipes, depoimentos da cantora, cenas de bastidores, ensaios e imagens dos espetáculos apresentados no Projeto SP (SP) e no Canecão (RJ), na temporada de "Todas ao vivo".

Em 1989, lançou o LP “Próxima parada”, pelo qual recebeu o Prêmio Sharp de Música, nas categorias Melhor Disco e Melhor Cantora Pop-Rock. O disco trouxe o hit "À francesa" (Cláudio Zoli e Antônio Cícero).



No ano seguinte, entrou no ar a MTV, que teve sua interpretação de "Garota de Ipanema" como o primeiro vídeo-clipe transmitido em rede nacional pela emissora.

Assumindo seu sobrenome, lançou, em 1991, o CD “Marina Lima”, produzido por Liminha e Fábio Fonseca. O disco trouxe a canção "Não sei dançar", de Alvin L., que se tornaria parceiro de várias outras canções.

Em 1993, gravou o CD “O chamado”, num período em que vivenciou várias perdas, uma das quais representada na única parceria com o irmão, a faixa "Eu vi o Rei", composta em homenagem ao pai. O disco ganhou versão internacional intitulada "A tug on the line", sendo lançado nos Estados Unidos com versões em inglês para as faixas "O chamado", "Carente profissional" e "Meus irmãos".

No ano seguinte, foi lançada a coletânea “Marina total”.

Em 1995, gravou o CD “Abrigo”, expondo-se como intérprete de canções consagradas, como “Samba do avião” (Tom Jobim) e apostando em compositores desconhecidos.

Lançou, no ano seguinte, o CD “Registros à meia-voz”, retomando sua faceta de compositora e renovando a parceria com Antônio Cícero.

Em 1998, gravou o CD “Pierrot do Brasil”, no qual apresentou um diálogo bem forte com a linguagem eletrônica. O disco foi co-produzido pelo músico iugoslavo Suba, que revestiu o trabalho com programações de bateria eletrônica e sons sintetizados. Essa parceria rendeu também uma trilha para um desfile de moda na São Paulo Fashion Week.

Após ficar seis anos afastada dos palcos, em 2000 apresentou o espetáculo "Sissi na sua", que estreou em julho desse ano na cidade mineira de Juiz de Fora. A turnê passou por outras capitais e apresentou no repertório basicamente canções dos discos "Registros à meia voz" e "Pierrot do Brasil", além de alguns antigos hits e três músicas inéditas, sendo duas parcerias com a escritora Fernanda Young ("Síssi" e "Estou assim"). O espetáculo gerou o CD "Síssi na sua - ao vivo".

Em 2001, lançou o CD mais autoral de sua carreira, "Setembro", contendo as canções "Alguma prova" e "Paris - Dakar", ambas com Alvin L., "Dois durões (Lagoa)", "Notícias" (c/ Claudio Rabello e Dalto), "Fala (não cala)" (c/ Alvin L. e Edu Martins) e "Terra à vista" (c/ Giovanni Bizzotto), além de "No escuro", "Me diga (Francisca)" e a faixa-título, todas com Antônio Cícero. Uma novidade foi apresentada neste trabalho: a cantora apareceu tocando teclado, não apenas nas gravações mas também em alguns momentos da turnê intitulada "Mais Perto de você".

Em 2003, sua canção “Sugar” foi incluída na trilha sonora da novela “Agora é que são elas” (TV Globo). A música foi bastante executada nas emissoras de Rádio. Nesse mesmo ano, lançou o CD e o DVD “Acústico MTV – Marina Lima”.

Em 2004, substituiu Rita Lee no programa "Saia Justa", exibido pelo canal a cabo GNT.

No ano seguinte, a gravadora Universal relançou em CDs remasterizados os oito discos gravados pela cantora nos anos 80: "Olhos felizes" (1980), "Certos acordes" (1981), "Desta vida desta arte" (1982), "Fullgás" (1983), "Todas" (1985),"Todas ao vivo" (1986), "Virgem" (1987) e "Próxima parada" (1989). Também em 2005, estreou o show “Primórdios", dirigido por Monique Gardenberg.



Lançou, em 2006, o CD "Lá nos primórdios", contendo suas canções "Três", "Anna Bella", "Difícil" e "$ Cara", todas com Antonio Cícero), "Valeu", "Entre as coisas", "Meus irmãos" e "Que ainda virão", além de "Dura na Queda" (Chico Buarque) e "Vestidinho vermelho", versão de Alvin L. para "Beautiful Red Dress" de Lauri Anderson.





quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Canções de Amor

Oswaldo Montenegro lança CD "Canções de Amor"
Show de lançamento no Citibank Hall- Dias 6 e 7 de agosto.




O tema do novo CD de Oswaldo Montenegro, “Canções de Amor”, fala por si só. Acompanhado apenas por Madalena Salles, sua parceira de palco há anos, na flauta e no teclado, Montenegro reúne músicas inéditas e grandes sucessos em um disco totalmente autoral, tendo Zélia Duncan cantando uma das faixas (“Sempre Não é Todo Dia”).

“Ouvindo esse CD, entrei num clima que me transportou para uma cena de um trovador com seu instrumento, acompanhado apenas por uma flauta, cantando pelas aldeias medievais. Não ouvi um disco, vi um filme com sua trilha sonora. Essa trilha nos traz um Oswaldo cantando num tom mais baixo do que seu usual, o que favorece o clima íntimo que conseguiu nos passar, mostrando seu lado tranqüilo de compor. Fecho os olhos para ouvir essas músicas e vejo o trovador com sua roupa meio de arqueiro com suas largas botas de couro, ao lado de sua companheira, que veste aquele vestido simples de saco de linhagem, descalça, tocando aquela flauta mágica. Lindas melodias! Bom demais!”, elogia Roberto Menescal.


REPERTÓRIO:

01.Por Descuido ou Displicência (Oswaldo Montenegro)
02. Sempre Não é Todo Dia (Oswaldo Montenegro e Mongol) - Partic. Especial: Zélia Duncan
03. Fruta Orvalhada (Oswaldo Montenegro)
04 Se Puder Sem Medo (Oswaldo Montenegro)
05 Tempo das Águas (Oswaldo Montenegro e Raíque Mackáu)
06. Quem Havia de Dizer (Oswaldo Montenegro)
07.Não Há Segredo Nenhum (Oswaldo Montenegro)
08. Rio Descoberto (Oswaldo Montenegro e Raíque Mackáu)
09. Em Tempo (Oswaldo Montenegro / Mongol / Raíque Mackáu)
10. Paixão de Bar (Oswaldo Montenegro e Mongol)
11. Estrelas / Bandolins (Oswaldo Montenegro)
12. Por Brilho / Travessuras / Lua e Flor (Oswaldo Montenegro)

No site http://www.agenciaprodutora.com.br/oswaldomontenegro/ você pode
ouvir as faixas do CD. E destaque para o pout-pourri de Estrelas com
Bandolins, está a coisa mais bonita!





Até Jazz!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Astronauta - As Canções de Elis



Este álbum data de 1998, Joyce o criou com o
intuito de ragravar as canções de Elis Regina.

Achei pelas minhas viagens no Youtube,
4 vídeos raros do show.

O repertório do álbum era:

01- Samba Pra Elis - (Joyce/Paulo César Pinheiro)
02- Canto de Ossanha - (Baden Powell/Vinícius de Moraes)
03- Upa Neguinho - (Edu Lobo/Gianfrancesco Guarnieri)
04- Morro Velho - (Milton Nascimento)
05- Aquarela do Brasil - (Ary Barroso)
06- O Cantador - (Dori Caymmi/Nelson Motta)
07- Astronauta "Samba da Pergunta" - (Pingarrilho/Vasconcelos)
08- Oriente (Gilberto Gil)
09- Folhas Secas (Nelson Cavaquinho/Guilherme de Brito)
10- Querelas do Brasil - (Maurício Tapajós/Aldir Blanc)
11- Menino das Laranjas - (Theo de Barros)
12- Essa Mulher - (Joyce/Ana Terra)
13- Na Batucada da Vida - (Ary Barroso/Luiz Peixoto)
14- Waters of March "Águas de Março" - (Antônio Carlos Jobim)










Até Jazz!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Começar De Novo



Iniciou sua carreira artística em 1968, participando do Festival Universitário da TV Tupi, com a música "Até o amanhecer" (c/ Waldemar Correia).

No ano seguinte, sua canção "Madalena" (c/ Ronaldo Monteiro de Souza) obteve grande repercussão na interpretação de Elis Regina.

Em 1970, classificou em 2º lugar no V Festival Internacional da Canção sua composição "O amor é o meu país" (c/ Ronaldo Monteiro de Souza). Ainda nesse ano, foi contratado pelo Forma/Philips, através de Paulinho Tapajós, então diretor artístico do selo, lançando seu primeiro LP "Agora". O disco registrou sua parceria com Ronaldo Monteiro de Souza em canções como "O amor é o meu país", "Madalena" e "Salve, salve", além da faixa-título, entre outras, e incluiu, ainda, suas composições "Minha história" (c/ Arthur Verocai e Paulinho Tapajós) e "Baby blue" (c/ Otávio Bonfá e Paulinho Tapajós).

Em 1971, gravou o LP "Deixa o trem seguir" (Forma/Philips), contendo exclusivamente músicas de sua autoria, como a faixa-título, além de "Que pena que eu tenho de você", "Deus é dono" e "Onde batem as ondas do teu olhar", todas em parceria com Ronaldo Monteiro de Souza, à exceção da última citada. Nessa época, comandou o programa "Som Livre Exportação" (TV Globo), ao lado de Gonzaguinha e Aldir Blanc.

Em 1972, gravou o LP "Quem sou eu?" (Phonogram), com canções de sua autoria como "SQDQ", "Se dependesse de mim", "Você não sabe nada", "Quarto escuro" (c/ Fagner), além da faixa-título e outras em parceria com Ronaldo Monteiro de Souza.

Lançou, em 1974, o LP "Modo livre"(RCA Victor), registrando composições próprias como "Chega", "Rei do carnaval" (c/ Paulo César Pinheiro) e "Tens (Calmaria)" (c/ Ronaldo Monteiro de Souza), entre outras, e músicas de outros autores como "Avarandado" (Caetano Veloso), além de inaugurar o que viria a ser uma fértil parceria com Vitor Martins, com a canção "Abre alas".

Em 1975, gravou o LP "Chama acesa" (RCA Victor), com músicas de sua autoria, como "Sorriso da mágoa", "Nesse botequim", "Chama acesa" (c/ Paulo César Pinheiro), "Palhaços e reis" (c/ Ronaldo Monteiro de Souza) e "Corpos" (c/ Vitor Martins), entre outras.

Lançou, em 1977, o LP "Somos todos iguais nesta noite" (EMI-Odeon), registrando sua parceria com Vitor Martins em músicas como "Ituverava", "Mãos de afeto", "Dinorah, Dinorah", além da faixa-título, entre outras, e suas canções "Aparecida" (c/ Mauricio Tapajós) e "Velho sermão" (c/ Ronaldo Monteiro de Souza).

Em 1978, gravou o LP "Nos dias de hoje" (EMI-Odeon). No repertório, exclusivamente músicas escritas em parceria com Vitor Martins, como "Cantoria", "Bandeira do Divino" e "Aos nossos filhos", entre outras, além da faixa "Temporal" (c/ Vitor Martins e Gilson Peranzzetta).

No ano seguinte, lançou o LP "A noite" (EMI-Odeon), contendo parcerias com Vitor Martins em canções como a faixa-título, "Desesperar, jamais", "Começar de novo" e "Antes que seja tarde", entre outras, além de "Te recuerdo Amanda" (Victor Jara) e "A voz do povo" (João do Vale e Luiz Vieira).

Destacou-se como compositor, nos anos 1970, com as músicas "Abre alas", "Somos todos iguais nesta noite" e "Começar de novo", todas em parceria com Vitor Martins. Esta canção se tornaria um de seus maiores sucessos na interpretação de Simone.

Em 1980, gravou o LP "Novo tempo", com destaque para a faixa-título e "Bilhete", entre outras parcerias com Vitor Martins, além de "Coração vagabundo" (Caetano Veloso).

No ano seguinte, lançou o LP "Daquilo que eu sei", em que registrou parcerias com Vitor Martins, como na faixa-título, entre outras, além de suas canções "Brás de Pina" (c/ Gilson Peranzzetta) e "Lembrança" (c/ Gilson Peranzzetta e Vitor Martins).

Em 1983, gravou o LP "Depois dos temporais", registrando canções de sua autoria, como "Meu piano", "Estória de amor" e "Depois dos temporais" (c/ Vitor Martins), entre outras, além de "Loucas de maio" (Vitor Martins, Gilson Peranzzetta e Chico Curzio).

Em 1984, comemorando 10 anos de parceria com o letrista Vitor Martins, lançou o LP "Juntos", que registrou regravações de sucessos da dupla, como "Bilhete", "Somos todos iguais nesta noite", "Novo tempo" e "Começar de novo", entre outras, além da versão de Patti Austin para "Daquilo que eu sei" ("Believe what I say") e da canção inédita "Juntos".

A partir de 1985, começou a realizar turnês no exterior. O reconhecimento internacional gerou a criação de uma editora nos Estados Unidos, a Dinorah Music, ligada à produtora de Quincy Jones, e a gravação de suas músicas por artistas como George Benson, Sarah Vaughan, Ella Fitzgerald, Carmen MacRae e Barbra Streisand, além de Quincy Jones.

Em 1986, gravou o LP "Ivan Lins", em que registrou canções escritas em parceria com Vitor Martins, como "Vitoriosa", "Luas de Pequim" e "Sonhos", entre outras, além de "Beijo infinito" (c/ Heitor TP e Vitor Martins).

No ano seguinte, gravou o LP "Mãos", registrando parcerias com Vitor Martins, com destaque para as canções "Vieste" e a faixa-título, entre outras.

Em 1988, lançou o LP "Love dance", todo em inglês, e, com Djavan e Patti Austin, o LP "Brazilian knights and a lady".

No ano seguinte, gravou o LP "Amar assim", mais uma vez registrando sua parceria com Vitor Martins, em canções como "Ainda te procuro", "Trinta anos" e a faixa-título, entre outras.

Comemorando 20 anos de carreira, realizou, em 1990, uma turnê pelo Brasil, e lançou, no ano seguinte, o LP "20 anos, ao vivo". No repertório, composições próprias e de outros autores, com destaque para o "Hino à Bandeira Nacional" (Francisco Braga e Olavo Bilac).

Em 1991 fundou, em sociedade com Vitor Martins, a gravadora Velas, com o objetivo de registrar novos talentos da música popular brasileira, tendo sido responsável pelo lançamento de artistas como Guinga, Chico César, Lenine e Belô Veloso, entre outros.

Em 1993, lançou no Brasil, Estados Unidos, Japão e Europa o CD "Awa yiô", novamente registrando sua parceria com Vitor Martins, com destaque para "Meu país", além da parceria da dupla com Aldir Blanc em "Clareou" e "Leva e traz (Elis)".

Dois anos depois, lançou o CD "A doce presença de Ivan Lins", contendo, mais uma vez, suas canções com Vitor Martins como "Doce presença", "Amor" e "Bilhete", entre outras. Ainda nesse ano, gravou o CD "Anjo de mim", registrando composições próprias como a faixa-título (c/ Vitor Martins), "Pra alegrar coração de moça" (c/ Salgado Maranhão) e "Camaleão" (c/ Vitor Martins e Aldir Blanc), entre outras, além das canções "Desde que o samba é samba" (Caetano Veloso) e "Vinte anos blues" (Sueli Costa e Vitor Martins).

Em 1996, gravou um CD ao vivo em Cuba, com Chucho Valdés e a banda Irakere. O disco registrou canções de sua autoria como "Lua soberana" (c/ Vitor Martins) e "Confins" (c/ Vitor Martins e Aldir Blanc), entre outras, além das músicas "La explosion" (Chucho Valdés) e "Garota de Ipanema" (Tom Jobim e Vinicius de Moraes).

No ano seguinte, gravou o CD duplo "Viva Noel - Tributo a Noel Rosa", com a participação de vários convidados, registrando 40 canções do compositor de Vila Isabel, como "Gago apaixonado", "Feitio de oração" e "Onde está a honestidade".

Em 1999, lançou o CD "Live at MCG", contendo canções de sua autoria e de Vitor Martins, como "Somos todos iguais nesta noite" e "Começar de novo", entre outras, além de músicas de outros autores, como Gilberto Gil ("Aquele abraço") e Noel Rosa ("Feitio de oração"). Ainda nesse ano, gravou o CD "Um novo tempo", só de canções de natal, algumas de sua autoria como "Festas" (c/ Aldir Blanc) e "Um natal brasileiro" (c/ Tavinho Daher), e outras de autores como Assis Valente ("Boas festas") e Celso Viáfora ("Papai Noel de camiseta"). Também em 1999, registrou em CD a trilha sonora do filme "Dois córregos", que incluiu músicas de sua autoria, como "Encontro dos rios" e "Ana Paula", além de composições de autores como Schumann ("Valsa Chopin") e Mário Gennari Filho ("Velho romance").

Em 2000, lançou o CD "A love affair - The music of Ivan Lins". Ainda nesse ano, gravou o CD "A cor do pôr do sol", diversificando sua parceria com autores como Dudu Falcão ("Vento e areia") e Celso Viáfora (a faixa-título), entre outros, além de incluir canções de Caetano Veloso ("Lua de São Jorge") e Chico César ("Mulher eu sei"). Nesse mesmo ano, apresentou-se em Belo Horizonte (MG) e no Canecão (RJ), com o show "A cor do pôr do sol", em comemoração aos 30 anos de sua carreira artística. O espetáculo, dirigido por Túlio Feliciano, contou com a participação dos músicos Teo Lima (bateria e direção musical), Nema Antunes (contrabaixo), Marco Brito (teclado), José Carlos (violão, guitarra e cavaquinho) e Tavinho Menezes (violão e guitarra), além dos cantores Martinália, Márcio Lott, Nina Pancevsky, Renata Moraes e Ronaldo Barcelos (backing vocals).

Em 2001, lançou o CD "Jobiniando", em homenagem a Tom Jobim. Em comentário sobre o disco, o crítico musical Marco Antônio Barbosa afirmou: "Como cantor, Ivan está mais suave do que nunca, abandonando os tons altos e adequando sua performance ao clima sutil das melodias de Jobim". No repertório, as canções do maestro "Vivo sonhando", "Inútil paisagem" (c/ Aloysio de Oliveira), "Samba do avião", "Bonita" (c/ Ray Gilbert), Este seu olhar", "Caminhos cruzados" (c/ Newton Mendonça), "Eu sei que vou te amar" (c/ Vinicius de Moraes) e "Dindi" (c/ Aloysio de Oliveira), além de "Time after time" (Sammy Cahn e Jule Styne) e de suas composições "Acaso" (c/ Abel Silva), "Soberana rosa" (c/ Vitor Martins e Chico César), "Rio de maio" (c/ Celso Viáfora), "She walks this earth" (c/ Vitor Martins e Chico César, vrs. Brenda Russell) e a faixa-título (c/ Martinho da Vila).

Em 2002, lançou o CD "Love songs - A quem me faz feliz", produzido por Roberto Menescal. No repertório, suas canções "Lua do Arpoador" (c/ Ronaldo Monteiro de Souza), "Visionários" (c/ Celso Viáfora), "A quem me faz feliz" (c/ Abel Silva), "Fogueiras" (c/ Vítor Martins), "Ti amo" (c/ Vítor Martins, em versão de Max de Tomassi), e "Love dance" (c/ Gilson Peranzzetta e Paul Williams), essa última com a participação da cantora Jane Monheit, além de "Insensatez" (Vinícius de Moraes e Tom Jobim), "Ex-amor" (Martinho da Vila), "Love" (John Lennon), "Só para ganhar você", versão de Celso Viáfora para "My cherie amour" (S. Wonder, S. Moy e H. Crosby), "All the things you are" (Oscar Hammerstein II e Jerome Kern), "Esta tarde vi llover" (Armando Manzanero), "She" (Charles Aznavour e Herbert Kretzmer) e "Plus fort que nous" (Pierre Barouh e Francis Lai), essa última com a participação de Wanda Sá.

Em 2004, lançou o CD e DVD "Cantando histórias", registrando clássicos de sua carreira, como "Abre-alas", "Aos nossos filhos", Cartomante", "Bandeira do divino" e "Saindo de mim", em parceria com Vítor Martins, além de outras canções como "Samba da paz" e "O tempo me guardou você", ambas com Celso Viáfora. O disco foi produzido por Moogie Canazio e contou com a participação de Zé Carlos (violão, guitarra, cavaquinho), Leo Amoedo (violão, guitarra), Marco Brito (teclados), Nema Antunes (contrabaixo), Theo Lima (bateria) e Layse Sapucaí (percussão).

Em 2005, fez show de lançamento do CD e DVD "Cantando histórias" no Teatro Rival BR. Nesse mesmo ano, assinou sua primeira parceria com Chico Buarque, "Renata Maria", para disco de Leila Pinheiro intitulado "Hoje". Também em 2005, levou o show "Cantando histórias" para o Canecão (RJ). Ainda nesse ano, gravou, com arranjo próprio, nova versão do "Hino do Fluminense" (Lamartine Babo), em ritmo de marcha-rancho, para o Forum Permanente de Cultura Tricolor. Ainda nesse ano, foi contemplado com o Grammy Latino, nas categorias Melhor Álbum do Ano (pela primeira vez concedido a um disco cantado em português) e Melhor Álbum de Música Popular Brasileira, pelo CD "Cantando histórias". A premiação foi dedicada pelo artista a "todos os músicos do mundo que seguem fazendo canções que trazem paz para os corações das pessoas neste momento de tanta violência no planeta". Também em 2005, foi homenageado pelo trio vocal feminino Folia de Três com o CD tributo "Pessoa rara - Ivan Lins - 60 anos", inteiramente dedicado à sua obra como compositor. O disco incluiu a inédita "Canção quase duas" (c/ Lya Luft).

Em 2006, apresentou-se no Festival de Jazz da República Dominicana. Nesse mesmo ano, lançou o CD autoral "Acariocando", contendo 13 canções inéditas, entre as quais "Antídotos" e a faixa-título, ambas com Aldir Blanc, "A gente merece ser feliz" (c/ Paulo César Pinheiro), "Passarela no ar" (c/ Abel Silva), "Prece ao samba" (c/ Nei Lopes), "Deus é mais" (c/ Dona Ivone Lara), "Se acontecer" (c/ Lenine) e "Lar doce lar", além de "Renata Maria", sua primeira parceria com Chico Buarque. Também em 2006, Celso Viáfora registrou no CD "Nossas canções" (EMI), as seguintes parcerias de ambos: "Todomundo", "Diplomação", "Encontro dos rios", "Atlântida", "Duas e quinze", "Emoldurada", "Rio de Maio", "A cor do pôr-do-sol", "Veneziana" e "Nada sem você", esta última com a participação também de Ivano Fossatti.

Em setembro de 2007, foi homenageado pelo Instituto Cultural Cravo Albin na série "Sarau da Pedra", projeto realizado com patrocínio da Repsol YPF e apoio da gravadora Biscoito Fino. No evento, foi afixada no Mural da Música do instituto, diante da presença de várias personalidades da cena cultural carioca, uma placa com seu nome, a ele dedicada pela relevância de sua obra musical. Produzida por Heloisa Tapajós e Andrea Noronha, a comemoração contou com palestra proferida pelo crítico musical Hugo Sukman, além de um show do grupo Folia de 3, formado pelas cantoras Marianna Leporace, Cacala Carvalho e Eliane Tassis, acompanhadas pelo pianista Fernando Merlino, com músicas de autoria do compositor homenageado. Ainda em 2007, participou da gravação ao vivo do projeto “Cidade do Samba” (CD e DVD), de Zeca Pagodinho e Max Pierre, apresentado por Ricardo Cravo Albin, interpretando em dupla com Mariana Aydar “Desesperar jamais”, de sua parceria com Vitor Martins.

domingo, 1 de agosto de 2010

Saiu hoje no Estadão!



A reinvenção de Zizi Possi

Sem gravadora, cantora banca produção de dois DVDs com convidados, que lança com shows no Tom Jazz

Lauro Lisboa Garcia - O Estado de S.Paulo

Muitos artistas veteranos, consagrados no tempo em que as gravadoras multinacionais ditavam as regras do mercado, vêm enfrentando dificuldades para se adaptar à nova realidade. Zizi Possi é uma delas. Para comemorar os 30 anos de carreira em 2008, ela bancou do próprio bolso a produção e a gravação de uma série de 12 shows no Tom Jazz, parte dos quais acaba de sair em dois DVDs (leia abaixo). Zizi recebeu como convidados Roberto Menescal, Edu Lobo, Alceu Valença, Alcione, Eduardo Dussek, João Bosco, Ivan Lins, Ana Carolina, Luiza Possi e Toninho Ferragutti, que têm a ver com sua trajetória. Para cada noite, um roteiro diferente. Nos dias 19, 20, e 21 de agosto ela volta ao mesmo palco, desta vez sem participações e sem variar o repertório, nas três noites, incluindo canções dos DVDs.

Manter a integridade artística hoje custa muito, embora a liberdade de criação, sem produtores imediatistas pressionando, compense. Seguindo os passos de Maria Bethânia (que ela idolatra e convidou, mas não pôde participar do projeto), Zizi enfrenta outros obstáculos, daí a demora de dois anos para seus dois DVDs chegarem ao público. Além da responsabilidade da produção (com apoio de Paulo Amorim, dono do Tom Jazz, que se encarregou da logística e do patrocínio para os shows), foi uma trabalheira em termos de conteúdo.

Sofisticada e popular. E como já ficou notório, Zizi é muito exigente com tudo. No que no início da carreira - como lembra seu irmão José Possi Neto, que assina a direção geral e a cenografia - essa sofisticação se tornou até um problema para ela. "O mercado não estava e continua sem estar preparado para isso. Acho que os ouvintes sim estão mais bem preparados para discernir uma coisa da outra, então abre-se o espaço para coisas bem-acabadas. Mas houve uma época que isso era sinônimo de encrenca", lembra a cantora.

Havia um estigma de que o que era bacana não era comercial. "Mas nunca se tentou tornar o bacana comercial. Tanto é que quando eu disse "tchau, vou procurar minha turma", é porque sinceramente acreditava, e acredito, que não se precisa ser mal-acabado para ser popular."

Porém, sem a infraestrutura de uma gravadora por trás, Zizi considera a situação hoje "bastante difícil". "É o momento de todo mundo ter de se reinventar. Valores vão mudando com o tempo, mas os princípios são a raiz da arte. E parece que essa raiz está meio dissolvida na terra. A música tem um valor imenso, ela entra na vida da gente sem a gente perceber, ela modifica o ambiente, ela colore ou descole, é um passaporte para você ir mais fundo na sua alma. Isso é poderoso. Só que quando ela virou mercado, a indústria quis fazer disso um capital de giro rápido e certeiro, sem ficar dependendo de conteúdo artístico, começou a botar no mesmo saco farinhas diferentes. Então junto com a música de verdade começou a vender peitos e bundas, piadas, sexismo e um bando de coisas com o nome de música. Essa foi uma depauperação que a indústria provocou. O outro esvaziamento foi da tecnologia, com a substituição do LP pelo CD e a facilidade de se copiar esses discos com equipamento barato, caseiro."

Camicase. A princípio Zizi não ia gravar nada dessa série, eram só os shows. Mas os convidados a estimularam a registrar os encontros. "Sabia que seria um projeto camicase. Até tive uma proposta, mas era um equipamento tão fuleiro, que seria jogar dinheiro fora. Então eu mesma banquei a gravação de áudio e de vídeo, o que é uma loucura, porque sou uma pessoa física. Mas quis perpetuar porque é um grande acervo da música popular brasileira, com encontros inéditos e muita música inédita na minha voz."

O projeto não se encerra com o lançamento dos DVDs, que somam 36 canções na parte do Cantos (shows) e outras no capítulo dos Contos (depoimentos). O restante do material, Zizi pretende disponibilizar pelo menos em áudio, lançando em CDs.

O que ela mais queria era valorizar a parte dos depoimentos, como o de Menescal, por exemplo, personagem fundamental na carreira da cantora e com quem não se encontrava havia muito tempo. Foi ele quem a levou para a gravadora Philips, na qual trabalhava como diretor artístico, e propôs a ela em 1977 gravar o primeiro LP, Flor do Mal, lançado no ano seguinte. No mesmo 1978, Chico Buarque a convidou para gravar em duo com ele a consagradora Pedaço de Mim (parte do encontro dos dois nessa canção num programa especial de tevê está num dos DVDs).

"Edu Lobo é uma pessoa tímida, mas tem um lado engraçado que eu queria mostrar para as pessoas", diz Zizi. Foi inspirada nele que ela construiu sua identidade musical. "As canções de Edu evocam o melhor de mim como intérprete. Tenho de buscar dentro mim o melhor entendimento, a melhor performance, porque cantar Edu não é tarefa das mais fáceis." O resultado desse empenho se nota nas interpretações definitivas de obras-primas como Valsa Brasileira, Sobre Todas as Coisas e O Circo Místico, parcerias com Chico Buarque (que ela também convidou para os shows). "E tenho uma identidade com o universo dele, onde passeia o erudito e o popular."

Renovação. Zizi diz que se sente um pouco E.T. em relação à música que se faz hoje no Brasil, mas constata que seu público se renova e até cresceu, por mais que ela esteja fora da mídia convencional. Um dos seus maiores fãs, que a acompanha pelo blog, é um jovem de 16 anos. "Nunca fui uma grande vendedora de discos, nem na época de Asa Morena", lembra. Houve aquele boom de popularidade com Per Amore - álbum de canções românticas italianas que vendeu mais de 1 milhão de CDs em 1997 - mas depois disso "ficou quem tinha de ficar". Está melhor assim.


O QUE DIZEM DELA

Edu Lobo:
"Ela faz disparar o coração das pessoas. Qualquer ideia que a Zizi tiver na vida eu vou sempre querer fazer com ela."

Eduardo Dussek:
"Costumo dizer que se eu fosse Givenchy, ela seria Audrey Hepburn. Ela é nossa maior cliente, gravou muita coisa nossa."

João bosco:
"Zizi nasceu pronta, é uma grande cantora. Isso é uma característica desses tempos: a pessoa amadurecia, se preparava. Quando surgia estava pronta."

Ana Carolina:
"Apesar de não tocar, ela rege, sabe exatamente o que quer, conhece cada parte da canção."

Alcione:
"Zizi é uma pessoa que sempre admirei, sempre curti muito em toda sua trajetória. É bom cantar com quem sabe cantar."

Toninho Ferragutti:
"Ela é uma das maiores cantoras da MPB, desejadíssima pelos compositores, uma marca de qualidade."