quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Canções de Amor

Oswaldo Montenegro lança CD "Canções de Amor"
Show de lançamento no Citibank Hall- Dias 6 e 7 de agosto.




O tema do novo CD de Oswaldo Montenegro, “Canções de Amor”, fala por si só. Acompanhado apenas por Madalena Salles, sua parceira de palco há anos, na flauta e no teclado, Montenegro reúne músicas inéditas e grandes sucessos em um disco totalmente autoral, tendo Zélia Duncan cantando uma das faixas (“Sempre Não é Todo Dia”).

“Ouvindo esse CD, entrei num clima que me transportou para uma cena de um trovador com seu instrumento, acompanhado apenas por uma flauta, cantando pelas aldeias medievais. Não ouvi um disco, vi um filme com sua trilha sonora. Essa trilha nos traz um Oswaldo cantando num tom mais baixo do que seu usual, o que favorece o clima íntimo que conseguiu nos passar, mostrando seu lado tranqüilo de compor. Fecho os olhos para ouvir essas músicas e vejo o trovador com sua roupa meio de arqueiro com suas largas botas de couro, ao lado de sua companheira, que veste aquele vestido simples de saco de linhagem, descalça, tocando aquela flauta mágica. Lindas melodias! Bom demais!”, elogia Roberto Menescal.


REPERTÓRIO:

01.Por Descuido ou Displicência (Oswaldo Montenegro)
02. Sempre Não é Todo Dia (Oswaldo Montenegro e Mongol) - Partic. Especial: Zélia Duncan
03. Fruta Orvalhada (Oswaldo Montenegro)
04 Se Puder Sem Medo (Oswaldo Montenegro)
05 Tempo das Águas (Oswaldo Montenegro e Raíque Mackáu)
06. Quem Havia de Dizer (Oswaldo Montenegro)
07.Não Há Segredo Nenhum (Oswaldo Montenegro)
08. Rio Descoberto (Oswaldo Montenegro e Raíque Mackáu)
09. Em Tempo (Oswaldo Montenegro / Mongol / Raíque Mackáu)
10. Paixão de Bar (Oswaldo Montenegro e Mongol)
11. Estrelas / Bandolins (Oswaldo Montenegro)
12. Por Brilho / Travessuras / Lua e Flor (Oswaldo Montenegro)

No site http://www.agenciaprodutora.com.br/oswaldomontenegro/ você pode
ouvir as faixas do CD. E destaque para o pout-pourri de Estrelas com
Bandolins, está a coisa mais bonita!





Até Jazz!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Astronauta - As Canções de Elis



Este álbum data de 1998, Joyce o criou com o
intuito de ragravar as canções de Elis Regina.

Achei pelas minhas viagens no Youtube,
4 vídeos raros do show.

O repertório do álbum era:

01- Samba Pra Elis - (Joyce/Paulo César Pinheiro)
02- Canto de Ossanha - (Baden Powell/Vinícius de Moraes)
03- Upa Neguinho - (Edu Lobo/Gianfrancesco Guarnieri)
04- Morro Velho - (Milton Nascimento)
05- Aquarela do Brasil - (Ary Barroso)
06- O Cantador - (Dori Caymmi/Nelson Motta)
07- Astronauta "Samba da Pergunta" - (Pingarrilho/Vasconcelos)
08- Oriente (Gilberto Gil)
09- Folhas Secas (Nelson Cavaquinho/Guilherme de Brito)
10- Querelas do Brasil - (Maurício Tapajós/Aldir Blanc)
11- Menino das Laranjas - (Theo de Barros)
12- Essa Mulher - (Joyce/Ana Terra)
13- Na Batucada da Vida - (Ary Barroso/Luiz Peixoto)
14- Waters of March "Águas de Março" - (Antônio Carlos Jobim)










Até Jazz!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Começar De Novo



Iniciou sua carreira artística em 1968, participando do Festival Universitário da TV Tupi, com a música "Até o amanhecer" (c/ Waldemar Correia).

No ano seguinte, sua canção "Madalena" (c/ Ronaldo Monteiro de Souza) obteve grande repercussão na interpretação de Elis Regina.

Em 1970, classificou em 2º lugar no V Festival Internacional da Canção sua composição "O amor é o meu país" (c/ Ronaldo Monteiro de Souza). Ainda nesse ano, foi contratado pelo Forma/Philips, através de Paulinho Tapajós, então diretor artístico do selo, lançando seu primeiro LP "Agora". O disco registrou sua parceria com Ronaldo Monteiro de Souza em canções como "O amor é o meu país", "Madalena" e "Salve, salve", além da faixa-título, entre outras, e incluiu, ainda, suas composições "Minha história" (c/ Arthur Verocai e Paulinho Tapajós) e "Baby blue" (c/ Otávio Bonfá e Paulinho Tapajós).

Em 1971, gravou o LP "Deixa o trem seguir" (Forma/Philips), contendo exclusivamente músicas de sua autoria, como a faixa-título, além de "Que pena que eu tenho de você", "Deus é dono" e "Onde batem as ondas do teu olhar", todas em parceria com Ronaldo Monteiro de Souza, à exceção da última citada. Nessa época, comandou o programa "Som Livre Exportação" (TV Globo), ao lado de Gonzaguinha e Aldir Blanc.

Em 1972, gravou o LP "Quem sou eu?" (Phonogram), com canções de sua autoria como "SQDQ", "Se dependesse de mim", "Você não sabe nada", "Quarto escuro" (c/ Fagner), além da faixa-título e outras em parceria com Ronaldo Monteiro de Souza.

Lançou, em 1974, o LP "Modo livre"(RCA Victor), registrando composições próprias como "Chega", "Rei do carnaval" (c/ Paulo César Pinheiro) e "Tens (Calmaria)" (c/ Ronaldo Monteiro de Souza), entre outras, e músicas de outros autores como "Avarandado" (Caetano Veloso), além de inaugurar o que viria a ser uma fértil parceria com Vitor Martins, com a canção "Abre alas".

Em 1975, gravou o LP "Chama acesa" (RCA Victor), com músicas de sua autoria, como "Sorriso da mágoa", "Nesse botequim", "Chama acesa" (c/ Paulo César Pinheiro), "Palhaços e reis" (c/ Ronaldo Monteiro de Souza) e "Corpos" (c/ Vitor Martins), entre outras.

Lançou, em 1977, o LP "Somos todos iguais nesta noite" (EMI-Odeon), registrando sua parceria com Vitor Martins em músicas como "Ituverava", "Mãos de afeto", "Dinorah, Dinorah", além da faixa-título, entre outras, e suas canções "Aparecida" (c/ Mauricio Tapajós) e "Velho sermão" (c/ Ronaldo Monteiro de Souza).

Em 1978, gravou o LP "Nos dias de hoje" (EMI-Odeon). No repertório, exclusivamente músicas escritas em parceria com Vitor Martins, como "Cantoria", "Bandeira do Divino" e "Aos nossos filhos", entre outras, além da faixa "Temporal" (c/ Vitor Martins e Gilson Peranzzetta).

No ano seguinte, lançou o LP "A noite" (EMI-Odeon), contendo parcerias com Vitor Martins em canções como a faixa-título, "Desesperar, jamais", "Começar de novo" e "Antes que seja tarde", entre outras, além de "Te recuerdo Amanda" (Victor Jara) e "A voz do povo" (João do Vale e Luiz Vieira).

Destacou-se como compositor, nos anos 1970, com as músicas "Abre alas", "Somos todos iguais nesta noite" e "Começar de novo", todas em parceria com Vitor Martins. Esta canção se tornaria um de seus maiores sucessos na interpretação de Simone.

Em 1980, gravou o LP "Novo tempo", com destaque para a faixa-título e "Bilhete", entre outras parcerias com Vitor Martins, além de "Coração vagabundo" (Caetano Veloso).

No ano seguinte, lançou o LP "Daquilo que eu sei", em que registrou parcerias com Vitor Martins, como na faixa-título, entre outras, além de suas canções "Brás de Pina" (c/ Gilson Peranzzetta) e "Lembrança" (c/ Gilson Peranzzetta e Vitor Martins).

Em 1983, gravou o LP "Depois dos temporais", registrando canções de sua autoria, como "Meu piano", "Estória de amor" e "Depois dos temporais" (c/ Vitor Martins), entre outras, além de "Loucas de maio" (Vitor Martins, Gilson Peranzzetta e Chico Curzio).

Em 1984, comemorando 10 anos de parceria com o letrista Vitor Martins, lançou o LP "Juntos", que registrou regravações de sucessos da dupla, como "Bilhete", "Somos todos iguais nesta noite", "Novo tempo" e "Começar de novo", entre outras, além da versão de Patti Austin para "Daquilo que eu sei" ("Believe what I say") e da canção inédita "Juntos".

A partir de 1985, começou a realizar turnês no exterior. O reconhecimento internacional gerou a criação de uma editora nos Estados Unidos, a Dinorah Music, ligada à produtora de Quincy Jones, e a gravação de suas músicas por artistas como George Benson, Sarah Vaughan, Ella Fitzgerald, Carmen MacRae e Barbra Streisand, além de Quincy Jones.

Em 1986, gravou o LP "Ivan Lins", em que registrou canções escritas em parceria com Vitor Martins, como "Vitoriosa", "Luas de Pequim" e "Sonhos", entre outras, além de "Beijo infinito" (c/ Heitor TP e Vitor Martins).

No ano seguinte, gravou o LP "Mãos", registrando parcerias com Vitor Martins, com destaque para as canções "Vieste" e a faixa-título, entre outras.

Em 1988, lançou o LP "Love dance", todo em inglês, e, com Djavan e Patti Austin, o LP "Brazilian knights and a lady".

No ano seguinte, gravou o LP "Amar assim", mais uma vez registrando sua parceria com Vitor Martins, em canções como "Ainda te procuro", "Trinta anos" e a faixa-título, entre outras.

Comemorando 20 anos de carreira, realizou, em 1990, uma turnê pelo Brasil, e lançou, no ano seguinte, o LP "20 anos, ao vivo". No repertório, composições próprias e de outros autores, com destaque para o "Hino à Bandeira Nacional" (Francisco Braga e Olavo Bilac).

Em 1991 fundou, em sociedade com Vitor Martins, a gravadora Velas, com o objetivo de registrar novos talentos da música popular brasileira, tendo sido responsável pelo lançamento de artistas como Guinga, Chico César, Lenine e Belô Veloso, entre outros.

Em 1993, lançou no Brasil, Estados Unidos, Japão e Europa o CD "Awa yiô", novamente registrando sua parceria com Vitor Martins, com destaque para "Meu país", além da parceria da dupla com Aldir Blanc em "Clareou" e "Leva e traz (Elis)".

Dois anos depois, lançou o CD "A doce presença de Ivan Lins", contendo, mais uma vez, suas canções com Vitor Martins como "Doce presença", "Amor" e "Bilhete", entre outras. Ainda nesse ano, gravou o CD "Anjo de mim", registrando composições próprias como a faixa-título (c/ Vitor Martins), "Pra alegrar coração de moça" (c/ Salgado Maranhão) e "Camaleão" (c/ Vitor Martins e Aldir Blanc), entre outras, além das canções "Desde que o samba é samba" (Caetano Veloso) e "Vinte anos blues" (Sueli Costa e Vitor Martins).

Em 1996, gravou um CD ao vivo em Cuba, com Chucho Valdés e a banda Irakere. O disco registrou canções de sua autoria como "Lua soberana" (c/ Vitor Martins) e "Confins" (c/ Vitor Martins e Aldir Blanc), entre outras, além das músicas "La explosion" (Chucho Valdés) e "Garota de Ipanema" (Tom Jobim e Vinicius de Moraes).

No ano seguinte, gravou o CD duplo "Viva Noel - Tributo a Noel Rosa", com a participação de vários convidados, registrando 40 canções do compositor de Vila Isabel, como "Gago apaixonado", "Feitio de oração" e "Onde está a honestidade".

Em 1999, lançou o CD "Live at MCG", contendo canções de sua autoria e de Vitor Martins, como "Somos todos iguais nesta noite" e "Começar de novo", entre outras, além de músicas de outros autores, como Gilberto Gil ("Aquele abraço") e Noel Rosa ("Feitio de oração"). Ainda nesse ano, gravou o CD "Um novo tempo", só de canções de natal, algumas de sua autoria como "Festas" (c/ Aldir Blanc) e "Um natal brasileiro" (c/ Tavinho Daher), e outras de autores como Assis Valente ("Boas festas") e Celso Viáfora ("Papai Noel de camiseta"). Também em 1999, registrou em CD a trilha sonora do filme "Dois córregos", que incluiu músicas de sua autoria, como "Encontro dos rios" e "Ana Paula", além de composições de autores como Schumann ("Valsa Chopin") e Mário Gennari Filho ("Velho romance").

Em 2000, lançou o CD "A love affair - The music of Ivan Lins". Ainda nesse ano, gravou o CD "A cor do pôr do sol", diversificando sua parceria com autores como Dudu Falcão ("Vento e areia") e Celso Viáfora (a faixa-título), entre outros, além de incluir canções de Caetano Veloso ("Lua de São Jorge") e Chico César ("Mulher eu sei"). Nesse mesmo ano, apresentou-se em Belo Horizonte (MG) e no Canecão (RJ), com o show "A cor do pôr do sol", em comemoração aos 30 anos de sua carreira artística. O espetáculo, dirigido por Túlio Feliciano, contou com a participação dos músicos Teo Lima (bateria e direção musical), Nema Antunes (contrabaixo), Marco Brito (teclado), José Carlos (violão, guitarra e cavaquinho) e Tavinho Menezes (violão e guitarra), além dos cantores Martinália, Márcio Lott, Nina Pancevsky, Renata Moraes e Ronaldo Barcelos (backing vocals).

Em 2001, lançou o CD "Jobiniando", em homenagem a Tom Jobim. Em comentário sobre o disco, o crítico musical Marco Antônio Barbosa afirmou: "Como cantor, Ivan está mais suave do que nunca, abandonando os tons altos e adequando sua performance ao clima sutil das melodias de Jobim". No repertório, as canções do maestro "Vivo sonhando", "Inútil paisagem" (c/ Aloysio de Oliveira), "Samba do avião", "Bonita" (c/ Ray Gilbert), Este seu olhar", "Caminhos cruzados" (c/ Newton Mendonça), "Eu sei que vou te amar" (c/ Vinicius de Moraes) e "Dindi" (c/ Aloysio de Oliveira), além de "Time after time" (Sammy Cahn e Jule Styne) e de suas composições "Acaso" (c/ Abel Silva), "Soberana rosa" (c/ Vitor Martins e Chico César), "Rio de maio" (c/ Celso Viáfora), "She walks this earth" (c/ Vitor Martins e Chico César, vrs. Brenda Russell) e a faixa-título (c/ Martinho da Vila).

Em 2002, lançou o CD "Love songs - A quem me faz feliz", produzido por Roberto Menescal. No repertório, suas canções "Lua do Arpoador" (c/ Ronaldo Monteiro de Souza), "Visionários" (c/ Celso Viáfora), "A quem me faz feliz" (c/ Abel Silva), "Fogueiras" (c/ Vítor Martins), "Ti amo" (c/ Vítor Martins, em versão de Max de Tomassi), e "Love dance" (c/ Gilson Peranzzetta e Paul Williams), essa última com a participação da cantora Jane Monheit, além de "Insensatez" (Vinícius de Moraes e Tom Jobim), "Ex-amor" (Martinho da Vila), "Love" (John Lennon), "Só para ganhar você", versão de Celso Viáfora para "My cherie amour" (S. Wonder, S. Moy e H. Crosby), "All the things you are" (Oscar Hammerstein II e Jerome Kern), "Esta tarde vi llover" (Armando Manzanero), "She" (Charles Aznavour e Herbert Kretzmer) e "Plus fort que nous" (Pierre Barouh e Francis Lai), essa última com a participação de Wanda Sá.

Em 2004, lançou o CD e DVD "Cantando histórias", registrando clássicos de sua carreira, como "Abre-alas", "Aos nossos filhos", Cartomante", "Bandeira do divino" e "Saindo de mim", em parceria com Vítor Martins, além de outras canções como "Samba da paz" e "O tempo me guardou você", ambas com Celso Viáfora. O disco foi produzido por Moogie Canazio e contou com a participação de Zé Carlos (violão, guitarra, cavaquinho), Leo Amoedo (violão, guitarra), Marco Brito (teclados), Nema Antunes (contrabaixo), Theo Lima (bateria) e Layse Sapucaí (percussão).

Em 2005, fez show de lançamento do CD e DVD "Cantando histórias" no Teatro Rival BR. Nesse mesmo ano, assinou sua primeira parceria com Chico Buarque, "Renata Maria", para disco de Leila Pinheiro intitulado "Hoje". Também em 2005, levou o show "Cantando histórias" para o Canecão (RJ). Ainda nesse ano, gravou, com arranjo próprio, nova versão do "Hino do Fluminense" (Lamartine Babo), em ritmo de marcha-rancho, para o Forum Permanente de Cultura Tricolor. Ainda nesse ano, foi contemplado com o Grammy Latino, nas categorias Melhor Álbum do Ano (pela primeira vez concedido a um disco cantado em português) e Melhor Álbum de Música Popular Brasileira, pelo CD "Cantando histórias". A premiação foi dedicada pelo artista a "todos os músicos do mundo que seguem fazendo canções que trazem paz para os corações das pessoas neste momento de tanta violência no planeta". Também em 2005, foi homenageado pelo trio vocal feminino Folia de Três com o CD tributo "Pessoa rara - Ivan Lins - 60 anos", inteiramente dedicado à sua obra como compositor. O disco incluiu a inédita "Canção quase duas" (c/ Lya Luft).

Em 2006, apresentou-se no Festival de Jazz da República Dominicana. Nesse mesmo ano, lançou o CD autoral "Acariocando", contendo 13 canções inéditas, entre as quais "Antídotos" e a faixa-título, ambas com Aldir Blanc, "A gente merece ser feliz" (c/ Paulo César Pinheiro), "Passarela no ar" (c/ Abel Silva), "Prece ao samba" (c/ Nei Lopes), "Deus é mais" (c/ Dona Ivone Lara), "Se acontecer" (c/ Lenine) e "Lar doce lar", além de "Renata Maria", sua primeira parceria com Chico Buarque. Também em 2006, Celso Viáfora registrou no CD "Nossas canções" (EMI), as seguintes parcerias de ambos: "Todomundo", "Diplomação", "Encontro dos rios", "Atlântida", "Duas e quinze", "Emoldurada", "Rio de Maio", "A cor do pôr-do-sol", "Veneziana" e "Nada sem você", esta última com a participação também de Ivano Fossatti.

Em setembro de 2007, foi homenageado pelo Instituto Cultural Cravo Albin na série "Sarau da Pedra", projeto realizado com patrocínio da Repsol YPF e apoio da gravadora Biscoito Fino. No evento, foi afixada no Mural da Música do instituto, diante da presença de várias personalidades da cena cultural carioca, uma placa com seu nome, a ele dedicada pela relevância de sua obra musical. Produzida por Heloisa Tapajós e Andrea Noronha, a comemoração contou com palestra proferida pelo crítico musical Hugo Sukman, além de um show do grupo Folia de 3, formado pelas cantoras Marianna Leporace, Cacala Carvalho e Eliane Tassis, acompanhadas pelo pianista Fernando Merlino, com músicas de autoria do compositor homenageado. Ainda em 2007, participou da gravação ao vivo do projeto “Cidade do Samba” (CD e DVD), de Zeca Pagodinho e Max Pierre, apresentado por Ricardo Cravo Albin, interpretando em dupla com Mariana Aydar “Desesperar jamais”, de sua parceria com Vitor Martins.

domingo, 1 de agosto de 2010

Saiu hoje no Estadão!



A reinvenção de Zizi Possi

Sem gravadora, cantora banca produção de dois DVDs com convidados, que lança com shows no Tom Jazz

Lauro Lisboa Garcia - O Estado de S.Paulo

Muitos artistas veteranos, consagrados no tempo em que as gravadoras multinacionais ditavam as regras do mercado, vêm enfrentando dificuldades para se adaptar à nova realidade. Zizi Possi é uma delas. Para comemorar os 30 anos de carreira em 2008, ela bancou do próprio bolso a produção e a gravação de uma série de 12 shows no Tom Jazz, parte dos quais acaba de sair em dois DVDs (leia abaixo). Zizi recebeu como convidados Roberto Menescal, Edu Lobo, Alceu Valença, Alcione, Eduardo Dussek, João Bosco, Ivan Lins, Ana Carolina, Luiza Possi e Toninho Ferragutti, que têm a ver com sua trajetória. Para cada noite, um roteiro diferente. Nos dias 19, 20, e 21 de agosto ela volta ao mesmo palco, desta vez sem participações e sem variar o repertório, nas três noites, incluindo canções dos DVDs.

Manter a integridade artística hoje custa muito, embora a liberdade de criação, sem produtores imediatistas pressionando, compense. Seguindo os passos de Maria Bethânia (que ela idolatra e convidou, mas não pôde participar do projeto), Zizi enfrenta outros obstáculos, daí a demora de dois anos para seus dois DVDs chegarem ao público. Além da responsabilidade da produção (com apoio de Paulo Amorim, dono do Tom Jazz, que se encarregou da logística e do patrocínio para os shows), foi uma trabalheira em termos de conteúdo.

Sofisticada e popular. E como já ficou notório, Zizi é muito exigente com tudo. No que no início da carreira - como lembra seu irmão José Possi Neto, que assina a direção geral e a cenografia - essa sofisticação se tornou até um problema para ela. "O mercado não estava e continua sem estar preparado para isso. Acho que os ouvintes sim estão mais bem preparados para discernir uma coisa da outra, então abre-se o espaço para coisas bem-acabadas. Mas houve uma época que isso era sinônimo de encrenca", lembra a cantora.

Havia um estigma de que o que era bacana não era comercial. "Mas nunca se tentou tornar o bacana comercial. Tanto é que quando eu disse "tchau, vou procurar minha turma", é porque sinceramente acreditava, e acredito, que não se precisa ser mal-acabado para ser popular."

Porém, sem a infraestrutura de uma gravadora por trás, Zizi considera a situação hoje "bastante difícil". "É o momento de todo mundo ter de se reinventar. Valores vão mudando com o tempo, mas os princípios são a raiz da arte. E parece que essa raiz está meio dissolvida na terra. A música tem um valor imenso, ela entra na vida da gente sem a gente perceber, ela modifica o ambiente, ela colore ou descole, é um passaporte para você ir mais fundo na sua alma. Isso é poderoso. Só que quando ela virou mercado, a indústria quis fazer disso um capital de giro rápido e certeiro, sem ficar dependendo de conteúdo artístico, começou a botar no mesmo saco farinhas diferentes. Então junto com a música de verdade começou a vender peitos e bundas, piadas, sexismo e um bando de coisas com o nome de música. Essa foi uma depauperação que a indústria provocou. O outro esvaziamento foi da tecnologia, com a substituição do LP pelo CD e a facilidade de se copiar esses discos com equipamento barato, caseiro."

Camicase. A princípio Zizi não ia gravar nada dessa série, eram só os shows. Mas os convidados a estimularam a registrar os encontros. "Sabia que seria um projeto camicase. Até tive uma proposta, mas era um equipamento tão fuleiro, que seria jogar dinheiro fora. Então eu mesma banquei a gravação de áudio e de vídeo, o que é uma loucura, porque sou uma pessoa física. Mas quis perpetuar porque é um grande acervo da música popular brasileira, com encontros inéditos e muita música inédita na minha voz."

O projeto não se encerra com o lançamento dos DVDs, que somam 36 canções na parte do Cantos (shows) e outras no capítulo dos Contos (depoimentos). O restante do material, Zizi pretende disponibilizar pelo menos em áudio, lançando em CDs.

O que ela mais queria era valorizar a parte dos depoimentos, como o de Menescal, por exemplo, personagem fundamental na carreira da cantora e com quem não se encontrava havia muito tempo. Foi ele quem a levou para a gravadora Philips, na qual trabalhava como diretor artístico, e propôs a ela em 1977 gravar o primeiro LP, Flor do Mal, lançado no ano seguinte. No mesmo 1978, Chico Buarque a convidou para gravar em duo com ele a consagradora Pedaço de Mim (parte do encontro dos dois nessa canção num programa especial de tevê está num dos DVDs).

"Edu Lobo é uma pessoa tímida, mas tem um lado engraçado que eu queria mostrar para as pessoas", diz Zizi. Foi inspirada nele que ela construiu sua identidade musical. "As canções de Edu evocam o melhor de mim como intérprete. Tenho de buscar dentro mim o melhor entendimento, a melhor performance, porque cantar Edu não é tarefa das mais fáceis." O resultado desse empenho se nota nas interpretações definitivas de obras-primas como Valsa Brasileira, Sobre Todas as Coisas e O Circo Místico, parcerias com Chico Buarque (que ela também convidou para os shows). "E tenho uma identidade com o universo dele, onde passeia o erudito e o popular."

Renovação. Zizi diz que se sente um pouco E.T. em relação à música que se faz hoje no Brasil, mas constata que seu público se renova e até cresceu, por mais que ela esteja fora da mídia convencional. Um dos seus maiores fãs, que a acompanha pelo blog, é um jovem de 16 anos. "Nunca fui uma grande vendedora de discos, nem na época de Asa Morena", lembra. Houve aquele boom de popularidade com Per Amore - álbum de canções românticas italianas que vendeu mais de 1 milhão de CDs em 1997 - mas depois disso "ficou quem tinha de ficar". Está melhor assim.


O QUE DIZEM DELA

Edu Lobo:
"Ela faz disparar o coração das pessoas. Qualquer ideia que a Zizi tiver na vida eu vou sempre querer fazer com ela."

Eduardo Dussek:
"Costumo dizer que se eu fosse Givenchy, ela seria Audrey Hepburn. Ela é nossa maior cliente, gravou muita coisa nossa."

João bosco:
"Zizi nasceu pronta, é uma grande cantora. Isso é uma característica desses tempos: a pessoa amadurecia, se preparava. Quando surgia estava pronta."

Ana Carolina:
"Apesar de não tocar, ela rege, sabe exatamente o que quer, conhece cada parte da canção."

Alcione:
"Zizi é uma pessoa que sempre admirei, sempre curti muito em toda sua trajetória. É bom cantar com quem sabe cantar."

Toninho Ferragutti:
"Ela é uma das maiores cantoras da MPB, desejadíssima pelos compositores, uma marca de qualidade."

sábado, 31 de julho de 2010

Anda, Quero Te Dizer Um Segredo...



Em 1970, aos 18 anos de idade, participou do V Festival Internacional da Canção (FIC) com a música "Feira Moderna", composta em parceria com Fernando Brant. Nesse mesmo ano, essa composição foi gravada pelo Som Imaginário no primeiro LP do grupo, lançado pela Odeon, sendo sua primeira composição a ser gravada em disco.

Foi projetado nacionalmente por participar do Clube da Esquina, grupo formado por compositores mineiros, como Milton Nascimento (que apesar de ter nascido no Rio de Janeiro foi criado em Minas Gerais), Lô Borges, Márcio Borges, Fernando Brant, entre outros. O primeiro disco do grupo foi "Clube da Esquina", lançado em 1972, no qual participou tocando baixo, viola de 12 cordas, guitarra, percussão, atuando no coro, e cantando ao lado de Milton Nascimento as faixas "Saídas e Bandeiras nº 1" e "Saídas e Bandeiras nº 2", ambas de Milton e Fernando Brant, e "Nada será como antes", de Milton e Ronaldo Bastos.

Participou ainda do LP "Minas", de Milton Nascimento (um marco na carreira do cantor), com uma importante atuação na faixa "Fé cega, faca amolada", parceria de Milton com Ronaldo Bastos, onde sua voz soa "como um eco ao canto de Milton" (Cf. Jairo Severiano e Zuza Homem de Melo, "A canção no tempo" vol. 2, p. 210.), tendo alcançado popularidade no ano de 1975.

Em 1973, lançou, com Danilo Caymmi, Novelli e Toninho Horta, o LP "Beto Guedes, Danilo Caymmi, Novelli e Toninho Horta" (EMI-Odeon), que incluiu duas composições suas: "Caso você queira saber" e "Belo horror".

Seu primeiro LP solo, "A Página do Relâmpago Elétrico", foi lançado em 1977 pela mesma gravadora.

No ano seguinte, lançou o disco "Amor de Índio", um dos maiores sucessos de sua carreira.

Seu terceiro LP, "Sol de Primavera" (1979), alcançou também grande repercussão, principalmente com a faixa que dá nome ao disco, que recebeu letra de Ronaldo Bastos e arranjo de Wagner Tiso.

Na década de 1980, gravou os LPs: "Contos da lua vaga", "Viagem das mãos", "Alma de borracha" e "Beto Guedes ao vivo", todos pela Emi-Odeon. Os dois últimos, lançados em 1986 e 1987, venderam 200 mil e 400 mil cópias respectivamente.

Na década de 1990, lançou de dois discos, "Andaluz" (1991) e "Dias de Paz" (1999).

Em 2004, participou, ao lado de Gilberto Gil e outros artistas, da gravação do CD "Hino do Fome Zero" (Roberto Menescal e Abel Silva). Nesse mesmo ano, lançou o CD "Em algum lugar", com músicas inéditas.

Suas composições foram gravadas porvários artistas, como Elis Regina ("O medo de amar é o medo de ser livre", com Fernando Brant); Simone ("O sal da terra", com Ronaldo Bastos), e Milton Nascimento ("Canção do novo mundo", com Ronaldo Bastos), entre outros. (Dicionário Cravo Albim)









domingo, 18 de julho de 2010

Inspirações

Sem mais comentários!




Simplesmente quem admiro muito e me serve de base musical!

"De vez em quando,
Eu me pego aqui sismando assim,
Numa dúvida que não tem fim,
Solitariamente entro em mim.
E é bem então que o poder da criação vem mais,
Minha música me satisfaz,
Toda poderosa e cheia de luz
E é tão bom ver,
Que ela me ilumina e faz,
Minha Vida Valer!"

(Ela - Joyce) Álbum Tardes Cariocas de 1984





sábado, 10 de julho de 2010

Aquarela por mim!

Segue minha homenagem ao poetinha!




Resolvi de última hora, rs

Ainda sobre Vinícius!

Algumas grande interpretações!

Samba da Benção - Oswaldo Montenegro *



Soneto da Separação - Oswaldo Montenegro *



Canto de Ossanha - Elis Regina



Insensatez - Nara Leão



Eu Sei Que Vou Te Amar - Adriana Calcanhoto



Minha Namorada - Carlos Lyra



O Astronauta - Baden Powell



*Créditos à querida Patty que disponibilizou
tão sensacional material!

Obrigado Patty!

Até Jazz!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Vários Anos Sem o Poetinha


Vinícius de Moraes nos deixou há 30 anos.

E o mundo é mais triste depois
da sua partida. O grande parceiro de
Toquinho nos deixou em 1980.

Imortalizou centenas de clássicos
que hoje fazem parte do repertório
dos grandes nomes da música brasileira.

Podemos citar alguns como o tema do Brasil
no exterior, a incrível Garota de Ipanema,
Canto de Yemanjá, O Astronauta, Samba da Benção,
Tarde em Itapoã, Eu Sei Que Vou Te Amar, Primavera,
Canto de Ossanha.

Grandes composições nasceram junto a outro parceiro,
Baden Powell, Tom Jobim, Chico Buarque, Carlos Lyra,
Marília Medalha, Francis Hime, Haroldo Tapajós,
Edu Lobo e etc...

Há pouco tempo atrás tive o prazer de assistir a um
documentário produzido sobre a vida do grande Vinícius,
com participações de Mônica Salmaso, Olívia Byington,
Chico Buarque, Maria Bethânia cantando músicas suas,
além de muitos familiares contando sobre sua vida.

Vinícius de Moraes se destacou no teatro, televisão,
música e em vários outros tipos de linguagem
artística. A sua antologia poética até hoje
vem sendo cobrada nos vestibulares, por fazer
parte dos Modernistas das Gerações de 30,
45 e 60 junto de nomes como Oswald de Andrade,
Mário de Andrade, Raquel de Queiroz e mais
escritores da época.

De grande influência para as novas gerações,
Vinícius têm suas músicas aos 4 cantos do mundo,
e uma vida de grandes emoções e histórias
de tirar o fôlego de tão interessantes.

"Em 1956, montou a peça "Orfeu da Conceição", com cenário de Oscar Niemeyer e música de um jovem pianista que lhe foi apresentado por Lúcio Rangel, no Bar Gouveia, em frente à Academia Brasileira de Letras: Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim. A trilha sonora incluiu "Lamento no morro", "Se todos fossem iguais a você", "Um nome de mulher", "Mulher sempre mulher" e "Eu e você". As canções foram lançadas em disco por Roberto Paiva, Luiz Bonfá e Orquestra. Desse encontro, nasceria uma das mais fecundas parcerias da MPB, que marcaria definitivamente a música brasileira. A peça estreou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. No mesmo ano, o fox "Loura ou morena" foi gravado por Joel de Almeida." (Dicionário Cravo Albim)

Nomes como Elizete Cardoso e Joyce gravaram CD's em homenagem
ao poeta.





Compositor de centenas de sonetos, destaco este,
o qual eu acho o mais bonito.

SONETO DE SEPARAÇÃO

Vinícius de Morais

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

(Antologia Poética)





Ao lado de Toquinho, podemos destacar o clássico:

Pela Luz dos Olhos Teus

Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai, que bom que isso é, meu Deus
Que frio que me dá
O encontro desse olhar

Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus
Só pra me provocar
Meu amor, juro por Deus
Me sinto incendiar

Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus
Já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus
Sem mais larirurá

Pela luz dos olhos teus
Eu acho, meu amor
E só se pode achar
Que a luz dos olhos meus
Precisa se casar






Já ao lado de Tom Jobim, temos:

A Felicidade

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar

A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta-feira

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranqüila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor

A felicidade é uma coisa boa
E tão delicada também
Tem flores e amores
De todas as cores
Tem ninhos de passarinhos
Tudo de bom ela tem
E é por ela ser assim tão delicada
Que eu trato dela sempre muito bem

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A minha felicidade está sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noite, passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo, por favor
Pra que ela acorde alegre com o dia
Oferecendo beijos de amor




O que podemos dizer, é que Vinícius nos faz falta,
sua poesia nos faz falta, sua música nos faz falta...

Pra Sempre Vinícius!

Até Jazz!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

terça-feira, 6 de julho de 2010

Por Nelson Motta

Harmonias e dissonâncias
02 de julho de 2010 | 0h 00
Nelson Motta - O Estado de S.Paulo

Todos gostam de música, muitos fazem dinheiro com ela, ninguém imagina a vida sem ela, mas como os seus criadores podem viver do seu trabalho? O assunto interessa não só aos compositores, porque envolve liberdade de associação e de expressão, quando se discute se o Estado deve participar da arrecadação e distribuição de direitos autorais no Brasil.

Aqui, a arrecadação é feita por um escritório central, o ECAD, criado, administrado e controlado por sociedades privadas de autores musicais, como a UBC, SICAM e outras. O ECAD cobra direitos dos que usam as músicas para ganhar dinheiro com elas (rádio, TV, shows, festas, publicidade, clubes) e os repassa às sociedades, que os distribuem entre seus autores, proporcionalmente à quantidade de execuções públicas de cada música no período monitorado.

É um sistema correto e efetivo, que dá a cada um a sua parte pela utilização comercial de sua criação. Nos Estados Unidos e na Europa funciona muito bem. Se aqui há falhas, falcatruas ou ineficiência, o problema é de gestão e fiscalização, e deve ser resolvido entre o ECAD e as sociedades que representam os compositores, intermediados pela Justiça. O Estado não entende nada disso, e já morde 25% de impostos sobre direitos autorais sem tocar uma nota.

Quando se canta o velho refrão de uma sociedade arrecadadora estatal, ouve-se cabide de empregos, aparelhamento partidário, altos custos e burocracia. No mundo moderno, as sociedades de autores são empresas comerciais, que fazem tudo para ganhar o máximo de dinheiro para seus associados. Como qualquer empresa, competem no mercado, buscam eficiência administrativa, novas tecnologias, prestam contas, são auditadas, podem ser processadas e liquidadas legalmente. O que é que o Estado tem a ver com isso?

Pode soar como pleonasmo ou redundância, mas é uma evidência: quem tem a autoridade é o autor, quem criou é que decide o que se faz ou se deixa de fazer com a sua criação.
Cabe à Justiça julgar os conflitos com base na legislação (que precisa ser modernizada), e ao Estado, garantir os direitos e o cumprimento da lei. Já é muito.

Tinha Cá Pra Mim, Que Agora Sim, Eu Vivia Enfim, O Grande Amor...

Samba do Grande Amor é uma brincadeira sensacional
que Chico compôs sobre temas diversos, que envolvem
promessas pagas para Oxumaré, mescla o Brasil inteiro,
Mentiras, Pular de trampolim e tantas outras coisas
que só Chico sabe trabalhar para que virem
músicas.





Até Jazz!